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Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins

O pênis se tornou objeto de adoração. Mas nem sempre foi assim

Universa

12/07/2018 04h10

(Caio Borges)

Durante milênios, a participação do homem na procriação foi ignorada. A fertilidade era considerada característica exclusivamente feminina. Mas quando o homem começou a domesticar os animais, percebeu, surpreso, que para a procriação é necessário o sêmen do macho. O homem, enfim, descobriu seu papel imprescindível num terreno onde sua potência havia sido negada.

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O pênis se tornou, então, objeto natural de adoração e fé religiosa.  Na qualidade de "phallos", era reverenciado da mesma forma que o órgão feminino havia sido anteriormente. O fenômeno do culto fálico se espalhou por todo o mundo antigo e é representado em vários monumentos em diferentes lugares.

As estátuas do deus Hermes, com o pênis ereto, ornamentava fachadas de residências gregas. Os obeliscos, criados pelos egípcios, são homenagens ao pênis. Nas ruínas de Pompéia foram encontrados falos de bronze e terracota, com asas, rabos e pernas. Generais vitoriosos da Roma Antiga desfilavam com um falo imenso sobre seu carro, para a sorte não lhes faltar.

Entretanto, a valorização do pênis ereto e de grandes proporções permanece bastante atual em nossos dias. O culto ao falo, de forma inconsciente ou disfarçada, ainda continua presente.

Sobre a autora

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e "Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog

A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.