Regina Navarro Lins

"Comprei um vibrador para usar na transa, mas meu namorado não gostou nada"

Regina Navarro Lins

16/12/2017 12h25

 

“Fui surpreendida diante da reação de meu namorado com uma ideia que achei ótima. Uma amiga me recomendou o uso do vibrador durante a relação sexual. Ela me explicou como a combinação da estimulação do clitóris e da vagina ao mesmo tempo nos levam a um prazer enorme. Comprei um vibrador e fiquei ansiosa para mostrar a ele. Mas a sugestão não foi bem recebida. Vi por sua expressão que a presença do vibrador o incomodou e não toquei mais no assunto. Mas não tiro isso da cabeça. Será que devo insistir?”

***

Durante muito tempo, comprar um vibrador foi motivo de vergonha. Afinal, quanto menos a mulher mostrasse que gostava de sexo, mais valorizada seria. Mas os vibradores estão ganhando espaço.

A Apoteket, companhia estatal que detém o monopólio das farmácias na Suécia, vende pênis de plástico e outros objetos para aumentar o prazer sexual. Os funcionários das lojas fizeram treinamento especial para lidar com eventuais dúvidas dos compradores. Os objetos ficam localizados nas prateleiras de produtos íntimos, junto aos absorventes, preservativos e testes de gravidez. Não há limite de idade para a compra, ou seja, menores de idade podem obtê-los. Eles consideram que esse tipo de investimento é importante para a manutenção da saúde sexual da população.

A partir dos relatos que ouço no consultório e dos e-mails que recebo, acredito que muitas mulheres têm vontade de utilizar um vibrador na relação com o parceiro, afinal, ter duas zonas erógenas estimuladas simultaneamente intensifica, em muito, o orgasmo. Mas a maioria não tem coragem de propor. Medo de desagradá-lo, levando-o a supor que seu pênis não é suficiente para lhe garantir um alto nível de prazer, é o motivo mais alegado pelas mulheres para não usar um vibrador.

E muitos homens reagem mal mesmo. Assim como a internauta, não são poucas as mulheres que contam desanimadas, a dificuldade de propor o uso do vibrador na relação como o parceiro.  Sentem que ele compete com o vibrador, acha ofensivo.

As pessoas sentem cada vez menos vergonha de experimentar novas maneiras de prazer sexual. Os homens, que se libertam do mito da masculinidade, tendem a favorecer o prazer maior da parceira como algo natural. E, dessa forma, descobrem que tanto na masturbação como na relação com o parceiro novas sensações sexuais podem ser experimentadas.

***
Você também vive um conflito amoroso e sexual? Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas. Ela pode ser comentada aqui no blog e sua identidade não será revelada.

Sobre a autora

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda” e “O Livro do Amor”. Atende em consultório particular há 42 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog

A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.

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