Regina Navarro Lins

Rodolfo Valentino: o poder no olhar do primeiro "sex symbol" do cinema

Regina Navarro Lins

17/08/2017 04h00

 

O exotismo do Oriente compôs o primeiro mito cinematográfico masculino. O Sheik, misterioso personagem vivido por Rodolfo Alfonso Raffaele Pierre Filibert Guglielmi de Valentino d’Antonguolla ou apenas Rodolfo Valentino (1895-1926), como ficou conhecido por uma geração inteira de mulheres, que suspiravam por ele em uníssono. O filme rendeu quatro milhões e meio de dólares e provocou uma paixão pelo tango.

O Sheik fez de Rodolfo foi o símbolo sexual da década. Seu olhar parecia dizer: “te amo, te desejo”. Os homens americanos se julgavam sheiks e beijavam a mão de suas namoradas a quem chamavam shebas. Em contrapartida evitavam levar suas mulheres ao cinema nos filmes de Valentino. Elas rejeitavam suas bolinações durante as cenas quentes. Eram fiéis ao ídolo.

Rodolfo Valentino morreu de úlcera aos 31 anos. Os jornais acusaram o astro de ser bissexual e macular o bom nome do macho americano. O jornal Chicago Tribune publicou um artigo intitulado “Esponja de arminho rosa”. Acusava-o de efeminar o macho americano. Isso não impediu o suicídio de várias mulheres americanas e nem a todas as outras, no mundo inteiro, de derramarem lágrimas. Trinta mil fãs acompanharem o funeral. Hollywood aproveitando a publicidade fez seu esquife percorrer todo o país, muitas vezes até a Califórnia.

Sobre a autora

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda” e “O Livro do Amor”. Atende em consultório particular há 42 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog

A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.

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