Regina Navarro https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller 'A Cama na Varanda' e 'O Livro do Amor'. Sat, 18 Aug 2018 14:02:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Brigas frequentes na vida a dois aumentam chances de problemas no intestino https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/18/brigas-frequentes-na-vida-a-dois-aumenta-chances-de-problemas-no-intestino/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/18/brigas-frequentes-na-vida-a-dois-aumenta-chances-de-problemas-no-intestino/#respond Sat, 18 Aug 2018 13:58:38 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8126

Foto: iStock

Pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que brigas frequentes entre pessoas casadas elevam a possibilidade de  terem síndrome do intestino permeável. Nessa síndrome, o revestimento do intestino se torna mais permeável , permitindo a liberação de alimentos parcialmente digeridos e bactérias na corrente sanguínea.

É muito difícil saber por que um casal começa a brigar. Na maior parte das vezes nem as pessoas envolvidas conseguem perceber o motivo. Entretanto, o que menos importa é o tema da briga; por qualquer razão o rancor que existe e que se tenta negar escapa, sem controle.

Uma mulher de 42 anos, casada há 12, chegou ao meu consultório e desabafou: “Eu e meu marido brigamos muito. Mas não sei como tudo começa. Às vezes está tudo calmo, estamos conversando, mas de repente já nos desentendemos e começamos a discutir. Ele fala coisas que me irritam, então o acuso de coisas que ele não suporta ouvir… Quando vejo estamos nos agredindo de uma maneira absurda.”

Uma das explicações possíveis para as brigas constantes e intensas reside no fato de que no mundo ocidental há a ideia de que ninguém é inteiro, faltando um pedaço em cada um. Com o casamento, as pessoas imaginam que estarão de tal forma preenchidas, que nada mais vai lhes faltar.

A ideia de ter enfim encontrado ‘a pessoa certa’, ‘a alma gêmea’, ‘a outra metade’, faz com que a satisfação das necessidades e carências pessoais seja vista como dever do parceiro. Devido ao descompasso entre o que se esperava da vida a dois e a realidade, as frustrações vão se acumulando e, de forma inconsciente, gerando ódio.

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O homem machão está perdendo o prestígio. Ainda bem https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/16/o-homem-machao-esta-perdendo-o-prestigio-ainda-bem/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/16/o-homem-machao-esta-perdendo-o-prestigio-ainda-bem/#respond Thu, 16 Aug 2018 07:00:05 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8119

Ilustração: Caio Borges

O homem machão está perdendo o prestígio. Ainda bem. Isso é bom para a mulher e principalmente para ele próprio.  Os homens estão esgotados, exaustos de serem cobrados a corresponder a um ideal masculino inatingível. Sentem-se obrigados a ser fortes, ter sucesso e nunca falhar. O famoso poema If,  de Rudyard Kipling, começa assim: “Se és capaz de manter a tua calma quando todos ao redor já a perderam e te culpam, se és capaz…”, e continua enumerando infinitas condições para, no final, se o jovem for capaz de tudo, dizer: “Então, és um homem meu filho.” Ufa!  Como é difícil ser homem!

Desde pequenos os homens são desafiados a provar sua masculinidade.  O masculino é uma tragédia coletiva. Nunca relaxar para sempre ser considerado macho gera angústia nos homens, além de sentimento de inferioridade entre eles. Na nossa sociedade, ser homem requer um esforço sobre-humano. Ele é tão emotivo e sensível quanto a mulher, mas aprende que para ser macho não pode chorar. Tem que ser agressivo, não ter medo de nada e, mais do que tudo, ser competente no sexo, ou seja, nunca falhar.

Como defesa contra a ansiedade que essas exigências provocam, e para encobrir o sentimento de inferioridade por não alcançar o ideal masculino, eis que surge o machão. Sempre alerta, seu objetivo é deixar claro que despreza as mulheres, os homossexuais e é superior aos outros homens.

Até o movimento de emancipação feminina, há 50 anos, o machão ainda agradava a maioria das mulheres. Os papéis sociais masculino e feminino eram claramente definidos. As mulheres se conformavam em apenas expressar características de personalidade que lhes eram atribuídas: meiguice, gentileza, fragilidade, indecisão. Ocultando quaisquer outras que estivessem ligadas a coragem, força, decisão, elas se mutilavam. Sabiam que seriam repudiadas. Assim, valorizavam homens também mutilados, isto é, os que só expressavam uma parte de si: força, agressão, coragem, desafio, poder.

Acontece que, a partir daí, as mulheres passaram a se sentir no direito de ser mostrar por inteiro. Podiam ser fracas, mas também fortes, dóceis e agressivas, indecisas e decididas, medrosas e corajosas, dependendo do momento e das circunstâncias. O caminho natural foi desejar se relacionar com homens que pudessem ser inteiros também, que assim como elas não mais precisassem reprimir vários aspectos da personalidade. Assim, o machão começou a perder seu lugar.

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“Minha namorada, que amo, não quer transar comigo antes do casamento” https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/13/minha-namorada-que-amo-nao-quer-transar-comigo-antes-do-casamento/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/13/minha-namorada-que-amo-nao-quer-transar-comigo-antes-do-casamento/#respond Mon, 13 Aug 2018 07:00:59 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8113

Ilustração: Caio Borges

“Estou pela primeira vez na vida, aos 32 anos, apaixonado. Mas o que poderia ser o momento mais feliz está se mostrando também o mais sofrido. Isso porque a minha namorada, que me provoca tanta paixão, não quer ter relações sexuais comigo antes do casamento. Argumenta que isso vai gerar desinteresse da minha parte depois. Fico surpreso que nos dias de hoje alguém pense assim, mas é o que acontece. Estou dividido entre acabar a relação ou continuar tentando que ela mude de ideia.”   

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Seria interessante alguém dizer a essa moça que, quando casar, nunca tenha relações sexuais com o marido. Ela pode escolher cada dia uma dessas desculpas tão comuns, utilizadas pelas mulheres casadas que querem escapar do sexo: dor de cabeça, cansaço, preocupação com a família. Quem sabe, assim, o encantamento não se desfaz?

Para as pessoas que admiram os contos de fadas e anseiam viver emoções parecidas com as de Branca de Neve, quando é despertada pelo príncipe, ou com as de Cinderela, quando calça o sapatinho, o amor não pode ter nada de real mesmo. Entretanto, depois de algum tempo de relação não é fácil se manter envolto na névoa que cobre o amor romântico. Para isso seria necessário se evitar qualquer intimidade, calando-se sobre os pensamentos e sentimentos mais íntimos, bem como mantendo um certo afastamento físico.

Isso não é novidade nenhuma. O argumento usado pelas mães, até algumas décadas atrás, para controlar o namoro das filhas, era de que qualquer intimidade física antes do casamento faria o rapaz perder o interesse pela moça. Parece que não havia preocupação quanto ao depois. Aí já estariam casados e tudo teria que ser suportado.

É lamentável que na contramão da História ainda existam mulheres que não conseguem perceber o sexo como algo natural e desejável. Ao invés de buscar relações onde haja uma troca afetivo-sexual em nível de igualdade com o parceiro, preferem, ao encontrar um par, se tornar a Bela Adormecida ao avesso. A moça, ao ser beijada pelo homem (príncipe), ao contrário de ser despertada, adormece profundamente. A partir daí não percebe mais quem é, quem ele é, e ignora totalmente a realidade. E o pior de tudo, se esforça para ficar adormecida.

 

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Coparentalidade parece uma boa solução para solteiros que querem filhos https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/11/coparentalidade-parece-uma-boa-solucao-para-solteiros-que-querem-filhos/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/11/coparentalidade-parece-uma-boa-solucao-para-solteiros-que-querem-filhos/#respond Sat, 11 Aug 2018 14:47:24 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8116

Foto: Getty Images

Agora, homens e mulheres podem buscar o pai ou mãe de seu futuro filho por meio da internet, sem que isso implique numa relação amorosa ou mesmo em convivência entre eles. Os interessados nesse novo modelo de família se manifestam, mencionam suas características e a troca de mensagens se inicia, quando não são apresentados pelos amigos.  Para os possíveis pretendentes à coparentalidade, são levadas em consideração questões como características físicas, nível de escolaridade, distância geográfica e até opiniões políticas.

A jornalista Taline Schneider criou, há quatro anos, a primeira página dedicada à coparentalidade nas redes sociais. Segundo Taline, 33 crianças nasceram, até o momento, de pais que se conheceram em seu grupo. Os métodos utilizados por quem busca a coparentalidade são inseminação caseira, inseminação artificial, fertilização in vitro, relação sexual ou adoção. A partir do nascimento, pai e mãe dividem os gastos com a criança, além da educação e dos cuidados com ela.

Quando, no século 19, os pais foram trabalhar nas fábricas e escritórios, se distanciaram dos filhos. A mãe passou a ser a única responsável pelos cuidados do lar e da criança. Agora, na relação com os filhos surge um novo pai, com atitudes até então ignoradas pelo homem. Alimenta, troca fraldas, dá banho e passeia sozinho com seus filhos. Dois mil meninos australianos da escola primária, interrogados sobre sua atitude em relação ao mundo que conheciam, revelaram a transformação: definiram o pai com “a pessoa que cuida da gente”.

Cada vez mais são aceitas as mulheres que desejam ter filho e decidem partir para uma produção independente. E os homens? A coparentalidade parece ser uma boa solução para ambos os sexos. Além da divisão de tarefas e responsabilidades, a criança ganha mais uma fonte de afeto. Já há sinais de adaptação às mudanças nos cuidados com os filhos, como banheiros para família em shoppings, que permitem a um pai, por exemplo, levar a filha pequena sem constrangimentos.

O que você pensa disso?

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8 fatos sobre o amor e o sexo que farão você refletir https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/09/8-fatos-sobre-o-amor-e-o-sexo-que-farao-voce-refletir/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/09/8-fatos-sobre-o-amor-e-o-sexo-que-farao-voce-refletir/#respond Thu, 09 Aug 2018 07:00:39 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8109

Ilustração: Caio Borges

1.     O desejo sexual feminino foi considerado subversivo por muitos séculos. Temia-se q o “furor sexual” das mulheres desestabilizasse a sociedade.

2.     O erotismo é aceito. A pornografia é condenada, embora, muitas vezes, o erotismo de hoje seja a pornografia de ontem.

3.     Os comportamentos condicionados pelo amor romântico dão a impressão de naturais, alimentando a crença de que só existe essa forma de amor.

4.     Reich dizia que 75% dos homens ejaculam em menos de dois minutos, após introduzir o pênis na vagina e muitos, depois disso, viram para o lado e dormem.

5.     A felicidade conjugal depende das expectativas criadas. Décadas atrás, uma mulher se considerava feliz se o marido fosse provedor e respeitador. Com a escolha do cônjuge, que passa a ser por amor, o casamento ganha novo significado: realização afetiva e prazer sexual.

6.     A violência conjugal é devastadora para mulheres e filhos. Quanto mais grave, menos a mulher tem meios psicológicos de se defender.

7.     A repressão sexual é mais eficaz quando consegue ocultar, dissimular e disfarçar o caráter sexual daquilo que está sendo reprimido.

8.     Estar “loucamente apaixonado” pode ser o privilégio que a maioria imagina ou o empobrecimento de uma mente obcecada por uma única imagem.

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“Não tenho orgasmo com meu namorado. Fiquei com medo e comecei a fingir” https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/06/nao-tenho-orgasmo-com-meu-namorado-fiquei-com-medo-e-comecei-a-fingir/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/06/nao-tenho-orgasmo-com-meu-namorado-fiquei-com-medo-e-comecei-a-fingir/#respond Mon, 06 Aug 2018 07:00:07 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8102

Ilustração: Caio Borges

“Tenho 28 anos, namoro há três e vamos nos casar no final do ano. O problema é que estou decepcionada com a nossa vida sexual. O sexo com meu namorado é muito rápido; ele quase não me faz carícias antes. Já tentei conversar e pedir a ele que faça diferente, mas ele se zangou alegando que é o homem da relação e portanto detesta ser conduzido. No início eu não fingia ter orgasmo, mas ele ficava irritado e me contava sobre outras mulheres que teve e que se sentiam plenamente satisfeitas. Acabei me convencendo de que o problema é meu. Fiquei com medo dele se desinteressar de fazer sexo comigo. Comecei a fingir. Ele não percebe e já me conformei com isso.”

 

***

Durante milênios a mulher aprendeu a ser submissa ao homem e a se esforçar para corresponder às expectativas dele. A falta de desejo sexual era um aspecto importante da feminilidade e condição para que ela fosse aceita e admirada.

Entretanto, após a pílula, nossa história começou a mudar e  passamos, nas últimas décadas, por uma transformação radical no que diz respeito à sexualidade feminina. Quando o sexo foi dissociado da procriação, pôde se ligar exclusivamente ao prazer e a mulher, então, reivindicou e ganhou o direito a esse prazer.

O homem, por sua vez, confuso com mudanças tão repentinas, encontrou no orgasmo da parceira um alento para o medo que o atormentava: o de não satisfazer a mulher e por isso ser trocado por outro. Situação que, sem dúvida, afetaria sua certeza de ser macho. Agora, ao contrário de outras épocas, o orgasmo feminino passou a ser importante para seu equilíbrio emocional.

Muitas mulheres percebendo isso, e exatamente da mesma forma que suas mães e avós fizeram, se submetem ao homem. Embora se sintam cada vez mais livres no sexo e na vida, elas fingem o orgasmo porque ainda não se desligaram totalmente da ideia de que, para manter um homem ao seu lado, devem agradá-lo em tudo e nunca frustrá-lo.

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O sexo já não é visto como algo degradante, mas continua sendo um problema https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/02/o-sexo-ja-nao-e-visto-como-algo-degradante-mas-continua-sendo-um-problema/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/02/o-sexo-ja-nao-e-visto-como-algo-degradante-mas-continua-sendo-um-problema/#respond Thu, 02 Aug 2018 07:00:38 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8099

No século 19, o prazer sexual era visto como algo degradante. O neuropsiquiatra alemão Krafft-Ebing, estudioso da patologia sexual, encarava a sexualidade, para as mulheres, como uma espécie de doença repugnante. No século 20, o orgasmo feminino começa a ser admitido com muita cautela. A mulher que gozava sem amor era tida como ninfomaníaca, ao passo que o homem casado que frequentava os bordéis era considerado normal.

Após as grandes transformações na moral sexual, homens e mulheres não acreditam mais, conscientemente, que o ato sexual seja pecado. Mas os antigos tabus ainda persistem no inconsciente. O sexo continua sendo um problema complicado e difícil, com muitas dúvidas. A maioria das pessoas dedica um tempo enorme de suas vidas às suas fantasias, desejos, temores, vergonha e culpas sexuais.

Por conta disso a maioria dos ocidentais pratica um sexo mecânico, rotineiro, desprovido de emoção, com o único objetivo de atingir qualquer orgasmo, o mais rápido possível. O desempenho sexual se torna ansioso, podendo levar a bloqueio emocional e disfunções como disfunção erétil e ejaculação precoce.

Estudos mostram que após introduzir o pênis na vagina, 75% dos homens ejaculam em menos de dois minutos. Não é à toa que W.Reich, famoso psicanalista da primeira metade do século 20, fala da miséria sexual das pessoas, porque, segundo ele, elas se desempenham sexualmente de tal modo, que se frustram durante a própria realização com uma habilidade espantosa.

Enquanto isso, grande número de mulheres não tem orgasmo e se desilude com a objetividade do homem. Homens e mulheres são capazes de conseguir mais da própria vida sexual. Os jogos de amor oferecem um espaço imenso onde podem crescer e se desenvolver desde que encontrem tempo, energia, coragem e honestidade para partir em busca desse objetivo.

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A cela matrimonial https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/01/a-cela-matrimonial/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/08/01/a-cela-matrimonial/#respond Wed, 01 Aug 2018 11:05:38 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8095

(Foto: Getty Images)

Uma britânica, Tini Owens, 68 anos, casada há 40, deseja se divorciar do marido, por se sentir infeliz. Como o marido, 80 anos, se recusou a dar o divórcio, ela entrou na Justiça, mas teve seu pedido negado pela Suprema Corte. Pela legislação do Reino Unido só é possível obter o divórcio sem o consentimento do marido ou da esposa se o casal estiver separado há pelo menos cinco anos. Tini,  será obrigada a permanecer casada até 2020. O advogado disse que ela está “devastada” e que se sente impedida de “seguir adiante com a própria vida”.

Ao me deparar com essa notícia, tive a sensação de ter entrado numa máquina do tempo. Presenciei situações semelhantes aqui no Brasil, nos anos 1970. Uma amiga que não suportava mais o seu casamento, foi obrigada a continuar casada porque o marido não aceitou se desquitar dela (o divórcio só passou a existir em dezembro de 1977). Algumas mulheres nessa época lançavam mão de estratégias para chantagear o marido e, assim, conseguir a liberdade.

Essa limitação imposta à vida das mulheres do Reino Unido vai na contramão da História do Ocidente, onde acredita-se cada vez menos que a união de duas pessoas deva exigir sacrifícios. Observa-se a tendência a não se desejar mais pagar qualquer preço apenas para ter alguém ao lado.Casais mais velhos, no Brasil e em outros países, estão se divorciado.

O jornal americano The New York Times publicou, há alguns anos, matéria mostrando que entre os americanos com mais idade – acima de 55 anos, e até mesmo os que já passaram dos 80 – o divórcio é mais aceitável e comum que nunca, e tem até um nome: “divórcio grisalho”. Vários fatores determinam o fenômeno, incluindo o aumento da longevidade e a crescente independência econômica das mulheres. Além disso, a melhora da saúde, proporcionada por vários tipos de remédios, como o Viagra para os homens, e a terapia de reposição hormonal para as mulheres, foram decisivos.

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Orgasmos múltiplos: toda mulher pode ter essa aptidão https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/07/30/orgamos-multiplos-toda-mulher-pode-ter-essa-aptidao/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/07/30/orgamos-multiplos-toda-mulher-pode-ter-essa-aptidao/#respond Mon, 30 Jul 2018 07:10:26 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8068

“Tenho 39 anos e sou divorciada. Há dois anos me encontro quinzenalmente num motel com um homem casado. Da última vez eu estava muito excitada e ele, deitado por cima de mim, imóvel. Mas eu podia sentir seu pênis pulsar dentro de mim. De repente comecei a gozar sem parar. Não sei se foram oito, dez ou quinze orgasmos seguidos. Parecia que não ia parar nunca e eu não conseguia controlar. Nunca mais vou esquecer a sensação de leveza que tive depois.”

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Não é mito nem tampouco privilégio de algumas mulheres especiais ter vários orgasmos consecutivos. Toda mulher pode ter essa aptidão. O desconhecimento da sexualidade, aliado à falta de autonomia por conta de preconceitos e tabus, impedem que se vivenciem as infinitas possibilidades de prazer sexual. Existe também a crença de que, com um único orgasmo, se atinge o máximo desejado. As pessoas se dão por satisfeitas e não prosseguem na busca de novas sensações. O orgasmo feminino pode ocorrer no aparelho genital externo, dentro da vagina, no ponto G e, não muito frequentemente, em várias outras partes do corpo.

Como conseguir orgasmos múltiplos?

Desejo pelo parceiro, liberdade e nenhuma pressa são fatores decisivos para que, no ato sexual, se experimentem sensações e emoções intensas. No aparelho genital externo, o clitóris e os pequenos lábios possuem terminações nervosas sensíveis ao estímulo sexual. Orgasmos consecutivos podem acontecer com a excitação manual ou oral dessas áreas, em suas diferentes partes. É necessário que o homem, conhecendo o corpo feminino, não interrompa seu movimento após o primeiro orgasmo da mulher. Esta, também por desconhecer o próprio corpo, muitas vezes, após o primeiro gozo, solicita ao parceiro que pare a excitação, alegando estar muito sensível, confundindo com desprazer outro orgasmo que se aproxima.

A zona erógena da vagina se situa na metade anterior do canal vaginal. Com o pênis introduzido, a mulher pode atingir quatro, cinco, seis ou mais orgasmos consecutivos, tocando o ponto G. Para isso, o movimento feito pelo homem é da maior importância. É muito comum que o vaivém do pênis dentro da vagina seja rápido, para frente e para trás. Assim, dificilmente a mulher terá prazer. Porém, se o movimento do pênis for mais lento, variando a trajetória de forma a tocar toda a parede do canal vaginal, sua parceira poderá ter vários orgasmos. Isso também ocorre estando o homem imóvel, apenas com a pulsação do seu órgão dentro da vagina e a mulher se movendo lentamente.

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Sobre a felicidade https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/07/28/sobre-a-felicidade/ https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2018/07/28/sobre-a-felicidade/#respond Sat, 28 Jul 2018 15:14:28 +0000 https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=8091

(Foto: Getty Images)

A Universidade de Yale, nos Estados Unidos, abriu seu curso de maior sucesso. O curso de Felicidade. Em uma semana havia 1200 alunos inscritos. A UnB, Universidade de Brasília, é a primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema. A primeira turma de felicidade terá 240 vagas e terá o início em agosto. O titular da disciplina, Wander Pereira, explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz no momento da vida em que estão.

Felicidade é tema recente de debate. Até o Iluminismo, século 18, as pessoas se resignavam com o sofrimento. De 200 anos pra cá a felicidade se tornou assunto central, e passou a ser vista como direito de todos. No século 20, isso ficou mais forte e ser feliz tornou-se quase uma obrigação.

“Não é difícil encontrar pessoas que ‘mascaram’ a própria vida com uma imagem falsa da realidade. Nas redes sociais as pessoas optam por mostrar a imagem de quem elas gostariam de ser. Como um reflexo da sociedade moderna, elas mostram aos outros aquilo que é valorizado: viagens, carros, restaurantes caros. (…) As pessoas não mostram aquilo que elas realmente são ou sentem, mas aquilo que elas gostariam de ser e que os outros que as veem também desejariam. “, diz o psicólogo Renato Santos.

Para o filósofo inglês Bertrand Russell (1872/1970), que escreveu o livro “A conquista da felicidade”, é importante alimentar múltiplos interesses e relações com as coisas e com as outras pessoas para ser feliz. Para ele, em síntese, a felicidade é a eliminação do egocentrismo.

Há um ditado chinês que diz: “se você quiser felicidade por uma hora, tire uma soneca. Se você quiser felicidade por um dia, vá a um pescaria. Se você quiser felicidade por um ano, herde uma fortuna. Se você quiser felicidade por toda a vida, ajudar alguém.” Durante séculos, os maiores pensadores sugeriram a mesma coisa: felicidade encontra-se em ajudar os outros.

E para você….o que é felicidade?

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