Regina Navarro http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller 'A Cama na Varanda' e 'O Livro do Amor'. Thu, 23 Mar 2017 10:00:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 “Sou casado há 18 anos e vivo um grande dilema. Tornei-me um crossdresser; amo ser mulher!” http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/sou-casado-ha-18-anos-e-vivo-um-grande-dilema-tornei-me-um-crossdresser-amo-ser-mulher/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/sou-casado-ha-18-anos-e-vivo-um-grande-dilema-tornei-me-um-crossdresser-amo-ser-mulher/#respond Thu, 23 Mar 2017 10:00:19 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6918 “Tenho 52 anos, casado há18 anos, filhas, etc… Apesar de uma família linda e posição na sociedade vivo um imenso dilema. Desde pequeno, sinto uma forte atração pelo universo feminino. Me sinto uma mulher por dentro e escondo isto se toda a minha família e dos amigos. Lendo artigos na web me deparei com o mundo Crossdresser. E me encantei. Me encontrei. Fiquei fascinada e comecei a viver escondido. Me transformei, dentro de mim, na Kamylla. Em viagem de trabalho a São Paulo fui a um estúdio e me montei. Chorei de emoção em me ver montada, uma verdadeira mulher. Por inúmeras vezes pensei em abrir meu coração para minha esposa e filhas. Amo todas elas e fico louca de imaginar uma reação que leve ao fim o meu relacionamento. Mas amo ser mulher. Tenho uma amiga em minha cidade que guarda minhas roupas e lingeries. Será que minha família saberá me entender? Vale a pena correr o risco de perder a família? Ou devo viver presa dentro deste armário para o resto da vida?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.

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O maior desafio vivido pelos casais http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/o-maior-desafio-vivido-pelos-casais/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/o-maior-desafio-vivido-pelos-casais/#respond Tue, 21 Mar 2017 10:00:01 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6910

Ilustração: Lumi Mae

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana tem vontade de propor ao parceiro uma relação aberta. Isso não me surpreendeu.

Atendo no consultório há 44 anos em terapia individual e de casal. De aproximadamente cinco anos para cá passei a receber pacientes com uma questão nova: uma das partes do casal propõe a abertura da relação e a outra se desespera com essa possibilidade. Selecionei um relato que me foi feito no consultório, e que exemplifica bem o conflito que muitos vivem nesse período de transição entre antigos e novos valores.

Joana, médica, e Felipe, engenheiro, ambos têm 40 anos, são casados há oito anos e têm dois filhos. A questão que os trouxe ao meu consultório para terapia de casal é o desejo constante de Felipe frequentar casas de swing, onde os dois possam ter contatos sexuais com outros casais. Joana diz:

“A primeira vez, fui a contragosto, aceitando apenas porque amo muito meu marido e ele insistiu até que eu cedesse. Comprou blusas do tipo tomara-que-caia para que os homens possam ver meus seios rapidamente. Eu bebo uns drinks e fico mais animada. Nunca fui penetrada por nenhum outro homem, além de meu marido, mas fiquei exposta várias vezes, quando os homens baixam minha blusa. Enquanto o homem desconhecido beija meus seios, a mulher dele faz sexo oral no meu marido. Confesso que sempre saio da casa de swing com certa culpa e em dúvida se meu marido realmente me ama. Um dia voltei para a casa especialmente incomodada, chamei Felipe e dei um basta. Eu não me casara pra isso. Senti que ficou muito triste com minha reação. Combinamos uma redução das visitas ao swing para uma vez por mês. Mas, ele fica sempre ansioso, enquanto não chega o dia de irmos.”

A maioria das pessoas tem apenas um relacionamento íntimo, tido como monogâmico. Trata-se de uma relação fechada em que não se admite a presença de mais ninguém. Mas há os que têm relações não monogâmicas. Nesse caso, cada um pode compartilhar a intimidade com outras pessoas, sem que o outro se sinta magoado ou enganado.

Leonie Linssen é orientadora de casais, com especialidade em tipos alternativos de relacionamentos. Ela se apresenta na Holanda em programas de entrevistas no rádio e na TV.

Stephan Wik é taoísta praticante e codiretor do The Wuji Centre, na Bélgica, e tem vasta experiência no que diz respeito a relacionamentos íntimos. Ambos mantêm, há anos, relacionamentos abertos. Juntos escreveram o livro “Amor sem barreiras”, do qual selecionei os trechos abaixo.

A base de um relacionamento aberto é a honestidade e a transparência entre todos os envolvidos. O que exatamente a intimidade com outras pessoas implica depende dos nossos desejos e anseios.

Alguns querem apenas flertar, outros podem querer proximidade, amizades íntimas com outros homens ou mulheres. Alguns desejam ter encontros em que possam flertar, beijar ou talvez ir além. Outros estão à procura de casais com quem passar uma noite erótica juntos em casa ou no clube de swing.

Abrir um relacionamento não é algo que normalmente seja feito por capricho. Não é uma decisão que tomamos no sábado à noite e na sexta-feira seguinte estamos prontos para executá-la. Muitos casais falam sobre isso, mas não se arriscam a partir para prática com medo do impacto sobre a própria relação.

Outros casais discutem a ideia durante anos antes de decidir ampliar seus limites de relacionamento. Mesmo assim, pode ser necessário que se passem meses ou até anos antes que os parceiros envolvidos encontrem a melhor maneira de manter seu relacionamento aberto.

É um processo que pode trazer paixão renovada, diversão e momentos emocionantes a uma relação, mas também oferecerá desafios que realmente a coloquem em teste.

Em outras palavras, abrir um relacionamento pode demandar tempo e energia e requer cuidados para assegurar que decepções sejam evitadas ou adequadamente tratadas, concluem os autores.

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Você tem vontade de propor ao parceiro uma relação aberta? Por quê? http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/20/voce-tem-vontade-de-propor-ao-parceiro-uma-relacao-aberta-por-que/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/20/voce-tem-vontade-de-propor-ao-parceiro-uma-relacao-aberta-por-que/#respond Mon, 20 Mar 2017 10:00:43 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6907 A PERGUNTA DA SEMANA entra no ar sempre às segundas-feiras. Na terça-feira, comento o tema e o resultado da pesquisa.

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Temor de que os filhos sofram com a separação leva pais a suportarem o insuportável http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/18/temor-de-que-os-filhos-sofram-com-a-separacao-leva-pais-a-suportar-o-insuportavel/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/18/temor-de-que-os-filhos-sofram-com-a-separacao-leva-pais-a-suportar-o-insuportavel/#respond Sat, 18 Mar 2017 10:00:26 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6901

Ilustração: Lumi Mae

Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso da internauta, casada há cinco anos, que não sente mais nada pelo marido. Diz que o convívio com ele está insuportável, mas o que a prende em casa é o temor do filho de quatro anos sofrer com a separação.

Ao contrário do que muitos pensam, não acredito que a separação dos pais faça os filhos sofrerem, e sim a culpa que os pais absorvem ou a incompetência deles para lidar naturalmente com a situação.

Muitas crianças são usadas por uma das partes para agredir a outra. Além disso, nenhuma criança merece o peso de ser responsável pela infelicidade dos pais, que por ela fizeram o sacrifício de permanecer num casamento péssimo. Criança precisa ser amada, valorizada e respeitada.

Mas o temor de que a separação afete negativamente os filhos não é raro.
Paulo, um médico de 38 anos, me procurou no consultório por causa da crise que está vivendo com sua mulher e a separação iminente.

“As brigas lá em casa estão se tornando insuportáveis. A única saída que vejo é acabar com esse casamento, que já vai mal há muito tempo. Sei que não vai ser fácil ficar sozinho, mas a minha maior preocupação maior são meus filhos. Não suporto a ideia de vê-los sofrer, e se tornarem jovens inseguros… Meus pais acham que eu deveria mudar de ideia e não sair de casa, ou seja, acham que eu deveria me sacrificar pelas crianças. Será que essa é mesmo a melhor opção?”

Apesar de todas as inseguranças dos pais, separações ocorrem cada vez com maior frequência. E isso teve início quando o amor entrou no casamento, por volta de 1940.

Até então os casamentos se davam apenas por interesses econômicos e políticos. As expectativas eram de que o marido fosse provedor e respeitador.

A esposa deveria ser boa dona de casa e mulher respeitável. A partir da entrada do amor na relação do casal as expectativas mudaram.

Passaram a ser de realização afetiva e prazer sexual. Quando uma dessas duas falha, os casais acabam se separando.

Muito se falou que a separação dos pais estaria diretamente ligada a filhos com problemas emocionais. Mas isso não se confirmou.

A socióloga americana Constance Ahrons acompanhou por 20 anos um grupo de 173 filhos de divorciados. Ao atingir a idade adulta, o índice de problemas emocionais entre esse grupo era equivalente ao dos filhos de pais casados.

Além disso, Ahrons observou que eles ”emergiam mais fortes e mais amadurecidos que a média, apesar – ou talvez por causa – dos divórcios e recasamentos de seus pais”

É certo que a mudança das mentalidades demora algumas vezes mais de cem anos para se concretizar, mas isso não importa, desde que se abra um espaço definitivo para a autonomia de homens e mulheres.

Enquanto isso, sorte de quem tem coragem para aproveitar este momento, em que, felizmente, a culpa e os sacrifícios estão sendo substituídos pela possibilidade de uma vida mais satisfatória.

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“O convívio com meu marido está insuportável. Tenho medo de meu filho sofrer com a separação” http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/o-convivio-com-meu-marido-esta-insuportavel-tenho-medo-de-meu-filho-sofrer-com-a-separacao/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/o-convivio-com-meu-marido-esta-insuportavel-tenho-medo-de-meu-filho-sofrer-com-a-separacao/#respond Thu, 16 Mar 2017 10:00:27 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6896 “Sou casada há cinco anos, mas de um ano pra cá perdi totalmente o interesse sexual pelo meu marido. Temos um filho de quatro anos. O que me prende em casa é o fato de meu filho sofrer com uma separação. O convívio está cada dia mais insuportável. Ele me ama, mas eu não sinto nada, além de amizade por ele. O que fazer?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.

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O sexo impessoal do machão http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/14/o-sexo-impessoal-do-machao-2/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/14/o-sexo-impessoal-do-machao-2/#respond Tue, 14 Mar 2017 10:00:46 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6891

Ilustração: Lumi Mae

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que o “machão” pode ser ótimo parceiro sexual. Tenho minhas dúvidas.

Há algum tempo já se discutem em todo o mundo os prejuízos da busca dessa masculinidade.

Apesar de a maioria dos homens ainda perseguir o ideal masculino da nossa cultura — força, sucesso, poder, ousadia —, eles estão começando a se sentir exaustos.

A partir de um estudo que durou nove anos, o americano Anthony Astrachan publicou o livro Como os homens se sentem, onde explica como essa busca leva à perda da autonomia.

Sobre a recusa das mulheres em continuar subordinadas, ele concluiu que apenas 10% dos homens aceitam as mulheres como iguais, enquanto os demais expressam seus sentimentos de raiva, medo e inveja por meio de uma hostilidade evidente ou dissimulada.

Na realidade, homens e mulheres foram inibidos na sua capacidade para o prazer sexual.

As mulheres tiveram sua sexualidade reprimida e distorcida, a ponto de até hoje muitas serem incapazes de se expressar sexualmente, muito menos atingir o orgasmo.

Os homens, por sua vez, também tiveram a sexualidade bloqueada. A preocupação em não perder a ereção é tanta que muitos fazem um sexo apressado, com o único objetivo de ejacular.

Poucos homens conseguem experimentar a intimidade emocional com a mulher, em vez de somente a sexual.

Demonstrar ternura, se entregar relaxado à troca de prazer com a parceira é difícil. Perder o controle ou falhar é uma ameaça constante.

A sexualidade típica do machão é impessoal e limitada. Cumprir o papel de macho é o principal objetivo. Trocar afeto e prazer com a parceira é secundário.

Importante mesmo é o pênis ficar ereto, bem rígido e ejacular bastante. A mulher, para tal homem, só é interessante como meio de lhe proporcionar esse prazer que, na realidade, não tem nada a ver com prazer sexual.

É inegável que a masculinidade está em crise. Todo o esforço exigido deles para ser considerados “homens de verdade” provoca angústia, medo do fracasso e dificuldades afetivas.

Mas como resolver o impasse entre a proibição social de expressar sentimentos considerados femininos e a crítica cada vez mais acirrada ao homem machista?

Talvez o jeito seja se unir às mulheres e repudiar essa masculinidade como natural e desejável.

Nem todos aceitam o roteiro do macho e cada vez mais homens, em todo o mundo, tomam consciência da desvantagem desse papel e empreendem a desconstrução e a reconstrução da masculinidade.

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O homem “machão” pode ser um ótimo parceiro sexual? Por quê? http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/13/o-homem-machao-pode-ser-um-otimo-parceiro-sexual-por-que/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/13/o-homem-machao-pode-ser-um-otimo-parceiro-sexual-por-que/#respond Mon, 13 Mar 2017 10:00:30 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6884 A PERGUNTA DA SEMANA entra no ar sempre às segundas-feiras. Na terça-feira, comento o tema e o resultado da pesquisa.

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Masturbação e culpa http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/11/masturbacao-e-culpa/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/11/masturbacao-e-culpa/#respond Sat, 11 Mar 2017 10:00:51 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6878

Ilustração: Lumi Mae

Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso da da internauta, de 39 anos, que não tem relação sexual há dois anos. Sente desejo por sexo e se masturba, mas aprendeu na Igreja que masturbação é pecado. Pede ajuda para tirar o peso da sua consciência que a impede de viver.

“Se todo mundo soubesse da vida sexual de todo mundo, ninguém se dava com ninguém.” O escritor João Ubaldo Ribeiro citou a frase do Nelson Rodrigues e afirmou: “Ainda existe muita repressão. Essa frase, bastante citada, ilustra bem isso. O grau de repressão é altíssimo, inclusive da pessoa com ela mesma.”

O publicitário Lula Vieira diz: “O sexo é reprimidíssimo, por ser uma coisa muito libertária. As religiões e os poderosos acham que sem reprimir o sexo não há possibilidade de domínio político ou social.”

Para o escritor Francisco Azevedo “é inacreditável que, no século 21, essa maravilhosa fonte de prazer – que a Natureza nos deu graciosamente – ainda esteja ligada a preconceitos e à ideia de pecado, causando tanta culpa, solidão e sofrimento desnecessário ao ser humano.”

O sexo é ainda tão reprimido, tão cheio de tabus e preconceitos, que ninguém tem muita clareza do que realmente gosta ou deseja.
Desde cedo, as crianças aprendem a associar sexo a algo sujo, perigoso. E dentro das famílias essa ideia ainda ganha um reforço.

Por conta de todos os preconceitos, se vive como se não existisse sexo, e ninguém fala com tranquilidade sobre o assunto.

Sem ser percebida, a repressão sexual vai se instalando e condiciona o surgimento de valores e regras para controlar o exercício da sexualidade. Tudo isso passa a ser visto como natural, fazendo parte da vida.

A masturbação, ato frequente da nossa sexualidade, se converteu num dos maiores tabus.

Na Antiguidade a masturbação era uma forma aceita de obter prazer. Mas a nossa história tomou outro rumo. Para a cultura judaico-cristã, qualquer prática que não levasse à procriação foi objeto de severas punições.

No século 18 a masturbação ascendeu à categoria de doença grave. A loucura anti-masturbatória continuou no século 19. Diversos textos aterrorizavam as pessoas quanto ao malefício da masturbação. Loucura, cegueira, câimbras, pêlos nas mãos, era o mínimo que aconteceria.

Mas, felizmente, as mentalidades estão mudando. Numa província da Espanha, a Secretaria de Educação criou o curso “O prazer está em suas mãos” para ensinar masturbação nas escolas a jovens de 14 a 17 anos e derrubar mitos negativos sobre o tema.

Os conteúdos vão de anatomia e fisiologia sexual até técnicas de masturbação e uso de objetos eróticos. É claro que os conservadores protestaram e ameaçam entrar na Justiça. Mas para a Secretária de Educação o novo curso “não devia escandalizar ninguém, principalmente, porque todos nós fomos adolescentes e todos nós temos sexualidade”.

Por conta dos preconceitos encontramos pessoas culpadas e amedrontadas com seus próprios desejos e com a forma de realizá-los. Isso impede que a masturbação se torne a experiência libertadora e satisfatória que ela pode ser.

Hoje é sabido que a masturbação na infância é importante, já que equivale à auto-exploração do corpo.

Na adolescência ela é vista pelos especialistas como uma prática fundamental para a satisfação sexual na vida adulta, por permitir um autoconhecimento do corpo, do prazer e das emoções.

E no tratamento das disfunções orgásticas, a masturbação é o elemento principal para capacitar a mulher a ter o primeiro orgasmo.

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“Sinto desejo de sexo e me masturbo. Sofro porque aprendi na Igreja que isso é pecado” http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/09/sinto-desejo-de-sexo-e-me-masturbo-sofro-porque-aprendi-na-igreja-que-isso-e-pecado/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/09/sinto-desejo-de-sexo-e-me-masturbo-sofro-porque-aprendi-na-igreja-que-isso-e-pecado/#respond Thu, 09 Mar 2017 10:00:10 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6875 “Tenho 39 anos sou solteira e sozinha. Há dois anos eu não tenho relação sexual com ninguém. Sou católica e isso tem sido uma preocupação pra mim porque eu tive uma vida sexual ativa durante muitos anos de minha vida, mas há quatro anos voltei para a Igreja. Sinto desejo por sexo e me masturbo. Isso tem deixado minha mente muito conturbada por causa dos ensinamentos da Igreja que masturbação é pecado. Por favor me deem uma opinião que me ajude a tirar esse peso da minha consciência porque eu não estou vivendo.”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.

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Amor de Carnaval após a ressaca http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/07/amor-de-carnaval-apos-a-ressaca/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/03/07/amor-de-carnaval-apos-a-ressaca/#respond Tue, 07 Mar 2017 10:00:44 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6869

Ilustração: Lumi Mae

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que no Carnaval é possível iniciar uma relação estável e duradoura.

A alegria da festa nos conduz a um clima de fatuidade, coisa que na manhã seguinte se foi. Se houve apenas sexo, para muitos é porque é carnaval.

Há quem afirme que sexo tem que estar sempre ligado ao amor, mas na folia é diferente, também se diz.

Essa ideia de ligação direta entre sexo e amor é uma tentativa de restringir a sexualidade feminina. Não se faz essa exigência ao homem.

Sempre se aceitou que ele fizesse sexo com qualquer mulher e que não podia se recusar. Para provar que era macho tinha que estar o tempo todo pronto para o ato sexual.

Mas o casal que se conhece no bloco, entre confetes e serpentinas, e ao som dos tamborins, e transa, está sujeito a iniciar uma relação amorosa.

Muitos dizem que sexo com amor é muito melhor. Claro, com amor tudo é melhor, e o sexo festivo pode levar ao amor. Desejo sexual e amor podem existir juntos ou separados.

No século 19, chegou-se a criar teorias para sustentar que a mulher não gostava de sexo, que seu único prazer era satisfazer o marido e cuidar dos filhos.

Entretanto, da década de 60 para cá, com todo o movimento de liberação sexual, essas ideias caíram por terra.

Hoje, é sabido que homens e mulheres têm a mesma necessidade de sexo, e que a mulher pode ter tanto prazer quanto seu parceiro. Ao se conhecerem no carnaval podem vir a estabelecer uma relação estável, fixa e duradoura, ou não.

O sexo entre foliões é o chamado “sexo casual”. Uma pesquisa do UOL, em que votaram 20.721 internautas, concluiu que 67,5 % dos entrevistados acham que amor e sexo são distintos e, portanto, pode-se praticar “sexo casual” com quem se deseja.

O que se pode concluir de todos esses dados é que o sexo é um contato de enorme intimidade e pode levar ao amor, ou seja, há risco de amor no “sexo casual” seja no carnaval ou não.

O grau de intimidade que você sente na relação com uma pessoa não depende do tempo que você a conhece. Além disso, o prazer sexual também independe do amor ou do conhecimento profundo de alguém.

Para um sexo ser ótimo basta haver muito desejo e vontade de curtir. E uma camisinha no bolso, claro.

Transformar esse momento de prazer numa relação estável é possível e as consequências são imprevisíveis.

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