Regina Navarro http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller 'A Cama na Varanda' e 'O Livro do Amor'. Thu, 27 Apr 2017 10:00:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 “Amo minha esposa e a terceira pessoa me completa” http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/amo-a-minha-esposa-e-a-terceira-pessoa-me-completa/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/27/amo-a-minha-esposa-e-a-terceira-pessoa-me-completa/#respond Thu, 27 Apr 2017 10:00:44 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=7017 “Sempre fui um cara muito infiel à minha esposa. Este ano me envolvi com uma pessoa mais do que imaginava. Minha esposa descobriu e no mesmo instante assumi tudo. Pensei em separar (temos 3 filhos e estamos juntos há 16 anos). Com paciência e muita conversa fomos nos aproximando novamente, mas não deixei de me encontrar com essa terceira pessoa. Hoje minha esposa sabe da minha paixão por essa pessoa, sabe que sofro com a distancia que tenho mantido dela. Ainda não me abri completamente com essa terceira pessoa que sofre com o medo de destruir minha família, ao mesmo tempo em que sofre com medo de nos distanciarmos. Hoje sei que gosto muito das duas, muito mesmo. Minha esposa já entendeu e percebeu que essa situação colocou nosso casamento em uma situação muito melhor do que a que estávamos. Não quero me separar, pois gosto da minha esposa e, agora estamos numa relação/parceria muito bacana, e a terceira pessoa me completa. Não sei como vai ser daqui pra frente mas ainda essa semana quero me abrir com ela e torcer para que ela entenda tudo isso. Até pra mim esta difícil de entender.”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.

]]>
0
Desencanto amoroso http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/25/desencanto-amoroso/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/25/desencanto-amoroso/#respond Tue, 25 Apr 2017 10:00:52 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=7012

Ilustração: Lumi Mae


 

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que há mágoa e ressentimento em muitas relações amorosas. Um bom exemplo é o caso de Joana.

Ela se considera uma pessoa sozinha e infeliz. Apesar de não lhe faltar nada material, o casamento é fonte de sua mágoa constante. Vivendo há 22 anos com Luís, diretor de uma grande empresa, Joana só houve a voz do marido num tom de censura ou crítica. Vivem como dois estranhos, que mal se falam.

“Casamos apaixonados. Sonhei com uma vida em que seríamos companheiros, inseparáveis. Para dizer a verdade, eu acreditava que seria sempre a pessoa mais importante da vida dele e que envelheceríamos juntos com muito amor e carinho um pelo outro. Por isso não me importei de viver em função de seus projetos e me anular profissionalmente. Mas daquela relação gostosa do início nada sobrou. Nunca pensei que ele chegaria a sentir esse total desinteresse por mim, inclusive sexual. Acho que meus sonhos me pregaram essa peça.”

A fantasia do par amoroso, onde um é a única fonte de gratificação do outro, atenua por um tempo o temor do desamparo. Entretanto, na intimidade do casamento, enxerga-se a pessoa do jeito que ela é, percebendo assim aspectos que lhe desagradam.

Não é possível continuar mantendo a idealização; você se dá conta então de que o outro não é a personificação de suas fantasias. Mas para que essa situação seja mantida, são feitas inúmeras concessões.

Há um acúmulo de frustrações que torna a relação sufocante. A consequência natural é o desencanto, muitas vezes com ressentimento, mágoa e a sensação de que foi enganado.

Não são poucas as mulheres, que falam da decepção e do contraste entre o que sonharam e o cotidiano da vida real.

De Branca de Neve, Cinderela e A Bela Adormecida não sabemos do dia a dia com o príncipe, mas quem sabe o desencanto, depois de algum tempo de convivência íntima, seja bem semelhante ao de Joana? Por outro lado, nada é dito sobre possíveis decepções vividas pelo príncipe.

O que sabemos é que, por medo e insegurança, muitos homens e mulheres se fecham na relação com o outro mesmo à custa do empobrecimento da própria vida.

]]>
0
Em muitas relações amorosas há mágoa e ressentimento? Por quê? http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/em-muitas-relacoes-amorosas-ha-magoa-e-ressentimento-por-que/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/em-muitas-relacoes-amorosas-ha-magoa-e-ressentimento-por-que/#respond Mon, 24 Apr 2017 10:00:34 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=7010 A PERGUNTA DA SEMANA entra no ar sempre às segundas-feiras. Na terça-feira, comento o tema e o resultado da pesquisa.

  • 50545
  • true
  • http://estilo.uol.com.br/comportamento/enquetes/2017/02/27/em-muitas-relacoes-amorosas-ha-magoa-e-ressentimento.js
Deixe sua resposta nos comentários

 

]]>
0
Vida a dois em silêncio http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/22/vida-a-dois-em-silencio/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/22/vida-a-dois-em-silencio/#respond Sat, 22 Apr 2017 11:31:15 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=7003

Ilustração: Lumi Mae

Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso do internauta, 30 anos, que está há dez meses no seu primeiro namoro. Diz que ele e a namorada são irônicos um com o outro, cada um acha que está com a razão. Já viajaram juntos e ficaram quase dois dias sem se falar. Ele quer saber o que fazer para lidar com suas personalidades impulsivas e que têm produzido silêncios infinitos.

“Ocorre um desperdício de oportunidades, sempre que um encontro se realiza e nada acontece. Na maior parte dos encontros, orgulho ou cautela ainda proíbem alguém de dizer o que sente no mais fundo do íntimo. O ruído do mundo é feito de silêncios.”, diz o historiador inglês Theodore Zeldin.

Parece ser esse o caso vivido pelo internauta e sua namorada. No amor, muitos têm dificuldade de estabelecer uma relação de intimidade com o outro.

As pessoas inseguras supõem que a intimidade as torna vulneráveis e tendem a viver este fenômeno como uma situação perigosa, às vezes até angustiante, e a sentir um grande medo dela.

A intimidade é temida pelos mais variados motivos. Pelo receio de nos entregarmos a ela, de nos fundirmos com o outro, de ficarmos desprotegidos.

O psicoterapeuta italiano Willy Pasini diz que a intimidade exige o abandono da couraça que protege o que temos de mais íntimo: quanto mais a intimidade é compartilhada, mais o outro tem livre trânsito para as nossas coisas mais secretas.

Mas só uma autoestima elevada levam a viver tal “despir-se” como oportunidade, e não como ameaça. Quem pensa que deve esconder as partes de si que considera inconfessáveis vive inevitavelmente a intimidade como se fosse um risco pessoal.

Há casais em que os ressentimentos dominam a relação, e eles não são capazes de se unir nem de se separar. Passam a vida juntos, frios um com o outro, sem conseguir realmente se comunicar.

Será que existe alguma razão que justifique um relacionamento como esse?

]]>
0
“Há um profundo silêncio entre nós que desgasta nossa relação” http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/ha-um-profundo-silencio-entre-nos-que-desgasta-nossa-relacao/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/ha-um-profundo-silencio-entre-nos-que-desgasta-nossa-relacao/#respond Thu, 20 Apr 2017 10:00:32 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6999 “Tenho 30 anos e estou em meu primeiro namoro, que já dura há dez meses. Temos temperamentos diferentes e não deixamos de responder um ao outro frente a algum comentário irônico/sarcástico feito por algum de nós. Isso nos deixa irritados, pois somos impulsivos estamos sempre com a própria razão. O resultado? Se instala um profundo silêncio entre nós. Já chegamos a estar viajando juntos e ficarmos quase dois dias sem nos falar. Esses silêncios vazios têm desgastado a nossa relação. Mas quando conversamos sobre isso, parece que estamos querendo mudar a personalidade um do outro, o que não é uma intenção e nem existe essa possibilidade. O que podemos fazer para lidar com as nossas personalidades impulsivas que têm produzido silêncios infinitos?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.

]]>
0
Somos incompetentes para amar? http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/18/somos-incompetentes-para-amar/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/18/somos-incompetentes-para-amar/#respond Tue, 18 Apr 2017 10:00:07 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6992

Ilustração: Lumi Mae

 

Comentando a Pergunta da Semana

As opiniões se dividiram entre as pessoas que responderam à enquete da semana quanto ao fato de as escolas ensinarem aos alunos a se relacionar afetivamente.

O relato que Marcelo, um advogado de 33 anos, casado há dois, me fez no consultório me fez refletir sobre esse tema. Ele relatou como tem sido a convivência com a mulher.

“Amo profundamente a minha mulher, mas não conseguimos conversar; por qualquer motivo já estamos brigando. Todos pensam que vivemos bem, mas nossa vida é um desentendimento só. E olha que estamos juntos há pouco tempo. Estou me sentindo deprimido, sem ânimo para nada.”

Não é fácil viver assim. O historiador inglês Theodore Zeldin afirma que o ruído do mundo é feito de silêncios, na medida em que é muito difícil a verdadeira comunicação entre as pessoas.

Ele diz que precisamos abandonar a etiqueta destrutiva, o fútil jogo das aparências, porque na maior parte dos encontros, orgulho ou cautela ainda proíbem alguém de dizer o que sente no íntimo.

Para Zeldin, uma boa conversa não é só transmitir informações ou compartilhar emoções, e tampouco apenas um modo de colocar ideias na cabeça de outras pessoas.

Toda conversa é um encontro entre espíritos que possuem lembranças e hábitos diversos. Quando os espíritos se encontram, não se limitam a trocar fatos: eles os transformam, dão – lhes nova forma, tiram deles implicações diferentes, empreendem um novo encadeamento de pensamentos.

Ele diz ainda: “Conversar não é apenas reembaralhar as cartas: é criar novas cartas para o baralho. O aspecto da prática da conversa que mais me estimula é o fato de poder mudar os sentimentos, as ideias e a maneira como vemos o mundo, além de poder mudar até mesmo o próprio mundo.”

Educadores americanos começaram pela primeira vez, nos EUA, há mais ou menos 20 anos, a abordar a educação para amar, ou seja, a alfabetização emocional —, para ajudar os estudantes a aprender maneiras de ser e de se relacionar. Essa educação está sendo introduzida lentamente no currículo escolar.

Há escolas que ensinam seus alunos de literatura e história a empatia através do que chamam de “monólogos interiores”, nos quais os estudantes são encorajados a pensar a partir da perspectiva dos diferentes personagens na história, na literatura e na vida.

Outra escola tem como objetivo elevar o nível da competência emocional e social das crianças como parte da educação. Como exigência para alunos do ensino médio, uma escola na Califórnia pretende estimular dimensões da inteligência quase sempre omitidas: sensibilidade em relação aos outros, intuição, imaginação e conhecimento do corpo.

Penso que diante da dificuldade de a maioria das pessoas se relacionarem amorosamente de forma satisfatória, talvez seja uma boa ideia esse tipo de aprendizado fazer parte do currículo escolar.

]]>
0
As escolas deveriam ensinar às crianças como se relacionar afetivamente? Por quê? http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/17/as-escolas-deveriam-ensinar-as-criancas-como-se-relacionar-afetivamente-por-que/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/17/as-escolas-deveriam-ensinar-as-criancas-como-se-relacionar-afetivamente-por-que/#respond Mon, 17 Apr 2017 12:26:33 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6988 A PERGUNTA DA SEMANA entra no ar sempre às segundas-feiras. Na terça-feira, comento o tema e o resultado da pesquisa.

  • 50541
  • true
  • http://estilo.uol.com.br/comportamento/enquetes/2017/02/27/voce-acredita-que-as-escolas-deveriam-ensinar-as-criancas-como-se-relacionar-afetivamente.js
Deixe sua resposta nos comentários

 

]]>
0
Relação homem/mulher: parceria ou dominação http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/15/relacao-homemmulher-parceria-ou-dominacao/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/15/relacao-homemmulher-parceria-ou-dominacao/#respond Sat, 15 Apr 2017 10:00:40 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6983

Ilustração: Lumi Mae

Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso da internauta cujo marido fica com todo o seu salário alegando que ela não sabe economizar. Ele ganha três vezes mais que ela, mas insiste em que ela tem que pagar a casa onde mora. Nem o 13º ele deixa com ela. Ela diz que não falta nada em casa, mas que está muito cansada com essa situação.

O que mais me chamou a atenção neste post foram os comentários com ataques à internauta. Alguns exemplos:

“Esta corretíssimo, por que o do homem tem de entrar todo na casa e da mulher gastar com ela? Fora o salão e essas situações q mulher precisa como salão de beleza, entre outras coisas necessárias mesmo… faço isso também com minha esposa e está dentro do normal, mas no caso eu ganho ate 5x mais que ela. Quando ela precisa comprar algo, ela vem e falar comigo e chegamos a um consenso se necessita.”

“Tá na cara que o marido só fez isso porque a esposa é consumista e gasta dinheiro com bobagem. Ela mesma admite que já estourou o cartão de crédito. Depois a família é obrigada a ficar pagando juros do cartão e vai faltar comida em casa. Aliás, a leitora diz que não falta nada em casa, então tá reclamando do quê? Tem sorte de ter um marido que sabe administrar as finanças da família e não deixa ela fazer dívidas.”

“Conheço casos assim e sinceramente é questão de responsabilidade. A mulher gasta tudo que tem e que não tem e prejudica a família, uma hora, depois de cometer tantos erros, alguém tem que tomar uma atitude drástica. E acho hilário esse assunto virar matéria, quando a regra é o salário do homem ser comido pela mulher, e esta contribuir muito menos em casa ainda assim.”

Uma internauta, entretanto, se indignou:

“Digo primeiramente que o assunto está pautado de forma muito descuidada ao não alertar que a prática deste marido é um crime tipificado no inciso IV do artigo 7º da Lei 11.340/2006 como violência patrimonial (“qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”). Muitas mulheres vivem essa realidade cotidianamente, que se manifesta duplamente violenta porque aparece socialmente como um “cuidado”, uma forma de “ajudar” a mulher, que é infantilizada (“não sabe lidar com dinheiro”) ou desqualificada (“perdulária”, “gastadeira”) enquanto é roubada no âmbito de uma relação íntima de afeto. Em segundo lugar, orientaria a vítima e todas as que lerem esse post a buscar apoio especializado e usar a Lei Maria da Penha.”

A história da mulher é a da luta contra a opressão. Há cinco mil anos, desde que o patriarcado se instalou, as mulheres sofrem todo tipo de constrangimento familiar e social.

O patriarcado é uma organização social baseada no poder do pai, e a descendência e parentesco seguem a linha masculina. As mulheres são consideradas inferiores aos homens e, por conseguinte, subordinadas à sua dominação. Superior/inferior, dominador/dominado. A ideologia patriarcal dividiu a humanidade em duas metades, acarretando desastrosas consequências.

É evidente que a maneira como as relações entre homens e mulheres se estruturam — dominação ou parceria — tem implicações decisivas para nossas vidas pessoais, para nossos papéis cotidianos e nossas opções de vida.

Da mesma forma, influencia todas as nossas instituições, valores e a direção de nossa evolução cultural, se ela será pacífica ou belicosa.

Apoiando-se em dois pilares básicos — controle da fecundidade da mulher e divisão sexual de tarefas — a sujeição física e mental da mulher foi o único meio de restringir sua sexualidade e mantê-la limitada a tarefas específicas.

O filósofo inglês Bertrand Russell (1872-1970) diz em seu livro “O Casamento e a Moral” que esse antagonismo entre os sexos impede uma amizade e um companheirismo verdadeiros, fazendo com que a relação entre homem e mulher se deteriore. As relações conjugais têm sido de condescendência de um lado e obrigação de outro, cheias de desconfianças, ressentimentos e temores.

Pesquisa realizada em fevereiro de 2014 com 1258 pessoas, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, concluiu que o Brasil é um país machista para 75% dos brasileiros.

Outro estudo, feito no fim de 2013, e que ouviu 1500 homens e mulheres de todas as regiões do país, mostrou que 43% dos homens entrevistados acreditam que quem deve cuidar da casa é a mulher; 89% consideram inaceitável que as mulheres não mantenham o lar em ordem e 69% deles não querem que elas saiam com amigos sem os parceiros.

A maioria dos homens, ainda submetidos à ideologia patriarcal, ou seja, machista, não conseguem estabelecer intimidade emocional com suas parceiras ou amigos. Para estes a intimidade é vista como um sinal de fraqueza.

Mas não há dúvida de que as mentalidades estão mudando; muitos homens já compreenderam que a virilidade tradicional é bastante arriscada e cada vez mais aceitam que atitudes e comportamentos sempre rotulados como femininos são necessários para o desenvolvimento de seres humanos.

A consequência é a gradual destruição de valores tidos como inquestionáveis no que diz respeito ao amor, ao casamento e à sexualidade, trazendo a perspectiva do fim da guerra entre os sexos e o surgimento de uma sociedade onde possa haver parceria entre homens e mulheres.

]]>
0
“Ganho salário e comissão, mas meu marido fica com tudo. E ele ganha o triplo do que eu ganho” O que você faria? http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/13/ganho-salario-e-comissao-mas-meu-marido-fica-com-tudo-e-ele-ganha-o-triplo-do-que-eu-ganho-o-que-voce-faria/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/13/ganho-salario-e-comissao-mas-meu-marido-fica-com-tudo-e-ele-ganha-o-triplo-do-que-eu-ganho-o-que-voce-faria/#respond Thu, 13 Apr 2017 10:00:27 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6981 “Vivo um dilema meu marido fica com meu salário, pois alega que eu não sei economizar. Temos um apto, despesas com escola do meu filho, etc… Ele ganha o triplo de mim e fica com o meu salário todo. Diz que preciso pagar a casa onde moro. Antes eu ficava até com o cartão de crédito dele, mas ele tomou dizendo que o estourei. Trabalho e também tenho comissão, mas nem todo mês é bom e ele fica com tudo. Nem o 13° fica comigo. Cheguei ganhar R$ 3mil de comissão e não vi o dinheiro. Ele disse que tem que pagar as contas. To tão cansada … ele paga tudo, não falta nada em casa porém eu não fico com nada. O que fazer?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.

]]>
0
Dependência emocional e amor se confundem http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/11/dependencia-emocional-e-amor-se-confundem/ http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/04/11/dependencia-emocional-e-amor-se-confundem/#respond Tue, 11 Apr 2017 10:00:59 +0000 http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/?p=6974

Ilustração: Lumi Mae

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que a dependência emocional é inevitável num casamento.

Não são poucos os casais que vivem numa relação fechada, que pode servir de proteção do mundo exterior.

Ambos podem se tornar dependentes um do outro e do próprio relacionamento. Alcançar um equilíbrio entre autonomia e dependência não é nada simples.

A terapeuta de casais belga, radicada no Estados Unidos, Esther Perel, diz que as coisas se complicam quando você percebe que uma de nossas maiores necessidades, em termos de desenvolvimento, é autonomia.

Desde que aprendemos a engatinhar, trilhamos os traiçoeiros caminhos da independência numa tentativa de equilibrar nossa necessidade fundamental de ligação com a de experimentar o que somos capazes de fazer.

Precisamos que nossos pais cuidem de nós, mas também que nos deem espaço suficiente para estabelecer nossa liberdade. Queremos que eles nos segurem e nos soltem. A vida toda, andamos às voltas com essa interação entre dependência e independência.

Perel acredita que na vida a dois não queremos jogar fora a segurança porque nossa relação depende dela. Uma sensação de segurança física e emocional é fundamental para uma ligação saudável.

“Mas sem um componente de incerteza não há desejo, não expectativa, não há frisson. A paixão numa relação é proporcional ao grau de incerteza que você pode tolerar.”, diz ela.

A dependência emocional entre um casal é encarada por todos com naturalidade porque se confunde com amor.

Essa dependência que se tem do outro pode levar as pessoas continuarem juntas, acomodadas, dando a impressão de estarem anestesiadas.

E quando alguém fica junto por hábito ou dependência emocional, não é raro desencadear um sentimento de ódio pelo outro, mesmo que inconsciente.

Na maioria das relações estáveis, homens e mulheres abrem mão da liberdade e da independência, tornando-se mais frágeis em caso de ruptura.

]]>
0