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Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins

A vantagem de fazer 50 anos: a mulher aprende a separar amor de sexo

Regina Navarro Lins

08/11/2018 04h00

Ilustração: Caio Borges

Não haver compromissos nem expectativa no sexo pode ser libertador para muitas mulheres. Os homens, historicamente, estão acostumados à separação entre sexo de amor. As mulheres foram sempre tão criticadas caso fizessem sexo com alguém que não amassem, que só agora estão começando a fazer isso com mais tranquilidade.

Um artigo, de Suzane Braun Lavine, intitulado "Oito razões pelas quais o sexo é melhor depois dos 50", afirma que se pode separar o sexo da reprodução e já sabemos também que se pode separar o sexo do amor.

Antes dos 50, a maior parte das mulheres vive muitos mitos românticos, mas, quando entram na segunda idade adulta, a experiência e a independência que trazem os anos fazem com que se comece a separar sexo de compromisso, o que lhes faz programar seus encontros sexuais, seja com conhecidos, amantes ou amigos, desfrutando de sua sexualidade, sem problemas.

A conduta sexual predominante nos últimos 50 anos é resultado de uma longa trajetória cultural. Atualmente, nos parece óbvio que os direitos sexuais dos indivíduos são mais importantes do que qualquer noção de moral. Devemos  nos sentir gratos pelos milhares de homens e mulheres que lutaram e sofreram por nosso direito ao prazer.

Sobre a autora

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e "Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog

A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.