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Regina Navarro Lins

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Coparentalidade parece uma boa solução para solteiros que querem filhos

Regina Navarro Lins

11/08/2018 11h47

Foto: Getty Images

Agora, homens e mulheres podem buscar o pai ou mãe de seu futuro filho por meio da internet, sem que isso implique numa relação amorosa ou mesmo em convivência entre eles. Os interessados nesse novo modelo de família se manifestam, mencionam suas características e a troca de mensagens se inicia, quando não são apresentados pelos amigos.  Para os possíveis pretendentes à coparentalidade, são levadas em consideração questões como características físicas, nível de escolaridade, distância geográfica e até opiniões políticas.

A jornalista Taline Schneider criou, há quatro anos, a primeira página dedicada à coparentalidade nas redes sociais. Segundo Taline, 33 crianças nasceram, até o momento, de pais que se conheceram em seu grupo. Os métodos utilizados por quem busca a coparentalidade são inseminação caseira, inseminação artificial, fertilização in vitro, relação sexual ou adoção. A partir do nascimento, pai e mãe dividem os gastos com a criança, além da educação e dos cuidados com ela.

Quando, no século 19, os pais foram trabalhar nas fábricas e escritórios, se distanciaram dos filhos. A mãe passou a ser a única responsável pelos cuidados do lar e da criança. Agora, na relação com os filhos surge um novo pai, com atitudes até então ignoradas pelo homem. Alimenta, troca fraldas, dá banho e passeia sozinho com seus filhos. Dois mil meninos australianos da escola primária, interrogados sobre sua atitude em relação ao mundo que conheciam, revelaram a transformação: definiram o pai com "a pessoa que cuida da gente".

Cada vez mais são aceitas as mulheres que desejam ter filho e decidem partir para uma produção independente. E os homens? A coparentalidade parece ser uma boa solução para ambos os sexos. Além da divisão de tarefas e responsabilidades, a criança ganha mais uma fonte de afeto. Já há sinais de adaptação às mudanças nos cuidados com os filhos, como banheiros para família em shoppings, que permitem a um pai, por exemplo, levar a filha pequena sem constrangimentos.

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Sobre a autora

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e "Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog

A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.