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Regina Navarro Lins

#MeToo: denúncia muda como pessoas enxergam o assédio, às vezes para melhor

Regina Navarro Lins

19/10/2017 17h16

O produtor Harvey Weinstein

A notícia, inicialmente veiculada pelo jornal New York Times, no dia 5 deste mês, de que o produtor de Hollywood Harvey Weinstein assedia, há mais de três décadas, algumas das mulheres mais famosas do mundo espalhou-se pela mídia do planeta inteiro.

Uma das questões que imediatamente se levanta é por que essas mulheres não denunciaram seus opressores. E a resposta é triste e dramática: as mulheres foram oprimidas em toda a história humana, e só nos anos 1960 essa terrível realidade começou a mudar.

O feminismo foi o primeiro movimento no sentido de abordar a condição de submissão da mulher. Hoje, quando vem a publico casos como o do produtor hollywoodiano podemos imaginar o que mulheres com menos prestígio suportaram e suportam para manter seus empregos em todos os níveis.

Mas a longa espera desde o início do movimento feminista está dando frutos. A atriz Alyssa Milano pediu às vítimas de assédio sexual que se pronunciassem em demonstração de solidariedade. Foi criada a hashtag #MeToo (Eu também, em inglês) e ela já foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais.

Por que a milenar opressão das mulheres demorou tanto para ser denunciada é a pergunta que muitos se fazem. Há respostas, mas talvez elas não nos convençam inteiramente. Mas a maneira de se comportar muda. Muitas vezes para melhor.

Sobre a autora

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e "Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog

A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.

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