Regina Navarro

Diferenças entre o homem e a mulher
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando o “Se eu fosse você''

A questão da semana é o caso da internauta cujo marido educa o filho e a filha de forma totalmente diferente. O filho está sendo ensinado a ser um machão e a filha é controlada e limitada na sua independência. Isso não é raro acontecer.

A primeira coisa que se quer saber quando um casal vai ter um filho é o sexo da criança. Mesmo antes do nascimento o papel social que ela deverá desempenhar está claramente definido: masculino ou feminino. Os padrões de comportamento são distintos e determinados para cada um dos sexos.

Os meninos são presenteados com carrinhos, revólveres e bolas, enquanto as meninas recebem bonecas, panelinhas e mamadeiras. E isso é só o início. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar.

Até algumas décadas atrás, não se admitia que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino.

Na realidade, a diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica, o resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem como a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independente do sexo.

Na Suécia há uma tentativa de combater os estereótipos dos papéis sexuais. Uma pré-escola do distrito de Sodermalm, de Estocolmo, incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências ao sexo masculino e feminino. Os professores e funcionários da pré-escola “Egalia'' evitam usar palavras como “ele'' ou “ela''

A professora Jenny Johnsson, de 31anos, disse que “a sociedade espera que as meninas sejam garotinhas gentis e elegantes, e que os meninos sejam viris, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica de ser quem quer que eles queiram ser''.

A diretora Lotta Rajalin disse que a escola contratou um “pedagogo de diversidade sexual'' para ajudar os professores e funcionários a remover as referências masculinas e femininas na linguagem e conduta, indo ao ponto de garantir que os jogos infantis de blocos Lego e outros brinquedos de montagem sejam mantidos próximos aos brinquedos de utensílios de cozinha a fim de evitar que algum papel sexual tenha preferência.

As crianças poderão imaginar que possuem características consideradas masculinas e femininas, e isso amplia a perspectiva delas. Além disso, não há livros infantis tradicionais como Branca de Neve, Cinderela ou os contos de fadas clássicos, disse Rajalin.

Em vez disso, as prateleiras têm livros que lidam com duplas homossexuais, mães solteiras, filhos adotados e obras sobre “maneiras modernas de brincar”. A diretora dá um exemplo concreto: “Quando as meninas estão brincando de casinha e o papel de mãe já foi pego por uma e elas começam a disputar. Então sugerimos duas ou três mães e assim por diante''.

A mentalidade patriarcal, que definiu com tanto rigor o masculino e o feminino, está perdendo as suas bases. É cada vez mais difícil encontrar diferenças entre anseios e comportamentos de homens e mulheres. Todos desejam ser o todo, não ter que reprimir aspectos de sua personalidade para corresponder às expectativas de atitudes consideradas masculinas ou femininas.

Acredito que insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.


“Meu marido, infelizmente, educa meu filho para ser um machão. O que faço?”
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Regina Navarro Lins

“Tivemos um casal de filhos. O menino é um ano mais velho e meu marido dá toda a atenção a ele desde pequeno, mas o educa para ser um machão. Ele tem todas as vantagens possíveis, enquanto limita a vida da menina. Meu filho, que amo muito, pode tudo e é incentivado a viver todas as aventuras com todas as garotas, mas minha filha é tratada pelo pai como se fosse casar virgem. Tentei conversar com ele, inclusive usando o meu exemplo, já tivera outros homens antes de casarmos. Mas ele não me ouve, diz que é melhor reprimir porque homem é totalmente diferente de mulher… Ambos estão atingindo a maioridade. Meu filho leva as meninas para o seu quarto e a moça (minha filha) tem hora para voltar pra casa. É muito difícil conviver com essa mentalidade. Como agir para não permitir que minha filha seja prejudicada?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.


Sexualidade, apenas
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae

ILUSTRAÇÃO
 

Comentando a Pergunta da Semana

A grande maioria das pessoas que responderam à enquete da semana afirma que se relacionaria com uma pessoa bissexual. Essa é mais uma demonstração de que as mentalidades estão mudando.

Até a revolução sexual e o movimento feminista, as atitudes e o comportamento de homens e mulheres eram bem definidos. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar.

Há algumas décadas, não se admitia que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino.

As qualidades que se enquadram nos estereótipos masculinos e femininos são facilmente observáveis. Os homens devem ser fortes, ousados, corajosos, agressivos, dominadores, competitivos, racionais, e devem perseguir o sucesso e o poder.

As mulheres devem ser submissas, ternas, dóceis, meigas, emotivas, delicadas, saber cuidar dos outros. É evidente que homens e mulheres possuem todos esses aspectos — ambos podem ser fracos ou fortes, corajosos ou medrosos —, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independente do sexo.

A maioria das pessoas acreditam pertencer a uma das três categorias: heterossexuais, homossexuais ou bissexuais. Caso não se aceitem membros de uma categoria fixa, buscam modificações para se enquadrarem numa delas. “Acredito que essas categorias sexuais, quando usadas como rótulos, fixam na mente uma ideia que não deveria ser fixa, mas extremamente fluida. Nós só estamos encapsulados numa categoria quando deixamos que isso aconteça conosco.” , diz a psicanalista americana June Singer.

A queda das barreiras dos sexos já não é novidade. Há algum tempo não são nítidas as fronteiras entre o masculino e o feminino. É praticamente impossível encontrar algo que interesse aos homens e não às mulheres, e vice-versa. No momento em que se impõe a plasticidade dos papéis sexuais, em que as mulheres podem escolher não serem mães, torna-se cada vez mais difícil determinar, de forma exata, a diferença entre o homem e a mulher, além dos aspectos anatômicos e fisiológicos.

O pesquisador americano Alfred Kinsey acredita que a homossexualidade e a heterossexualidade exclusivas representam extremos do amplo espectro da sexualidade humana. Para ele, a fluidez dos desejos sexuais faz com que para cada heterossexual exista pelo menos uma pessoa que sinta, em graus variados, desejo pelos dois sexos.

Na pesquisa feita pelo americano Harry Harlow, mais de 50% das mulheres, numa cena de sexo em grupo, se engajaram em jogos íntimos com o mesmo sexo, contra apenas um por cento dos homens. Entretanto, quando o anonimato é garantido a proporção de homens bissexuais aumenta a um nível quase idêntico.

Marjorie Garber, professora da Universidade de Harvard, que elaborou um profundo estudo sobre o tema, compara a afirmação de que os seres humanos são heterossexuais ou homossexuais às crenças de antigamente, como: o mundo é plano, o sol gira ao redor da terra.

Acreditando que a bissexualidade tem algo fundamental a nos ensinar sobre a natureza do erotismo humano, ela sugere que em vez de hétero, homo, auto, pan e bissexualidade, digamos simplesmente sexualidade.


O sexo impessoal do machão
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae

Comentando o “Se eu fosse você''

A questão da semana é o caso da mulher que foi para o motel com um homem que, além de fazer poses na frente do espelho, ficou admirando a camisinha com seu esperma, ignorando a parceira.

Homens e mulheres foram inibidos na sua capacidade para o prazer sexual. As mulheres tiveram sua sexualidade reprimida e distorcida, a ponto de até hoje muitas serem incapazes de se expressar sexualmente, muito menos atingir o orgasmo.

Os homens, por sua vez, também tiveram a sexualidade bloqueada. A preocupação em não perder a ereção é tanta que fazem um sexo apressado, com o único objetivo de ejacular. A mulher acaba se adaptando ao estilo imposto pelo homem, principalmente por temer desagradá-lo. Resultado? Nenhum dos dois usufrui do prazer que um bom sexo proporciona.

Desde pequenos os homens são desafiados a provar sua masculinidade. Nunca relaxar para sempre ser considerado macho gera angústia, além de sentimento de inferioridade entre eles. Na nossa sociedade, ser homem requer um esforço sobre-humano.

Ele é tão emotivo e sensível quanto a mulher, mas aprende que para ser macho não pode demonstrar emoções. Tem que ser agressivo, não ter medo de nada e, mais do que tudo, ser competente no sexo, ou seja, nunca falhar.

Como defesa contra a ansiedade que essas exigências provocam, e para encobrir o sentimento de inferioridade por não alcançar o ideal masculino, eis que surge o machão. Sempre alerta, seu objetivo é deixar claro que despreza as mulheres, os homossexuais e é superior aos outros homens. É difícil assim conseguir experimentar a intimidade emocional com a mulher, em vez de somente a sexual.

Estudos mostram que os homens que definem as relações humanas em termos de papéis rígidos “masculino-superior” e “feminino-inferior”, assim como os que definem sua identidade masculina em termos de controle, violência e repressão dos afetos, apresentam, em muitos casos, um quadro de deterioração da sexualidade.

Na década de 1970, um estudo sobre extremistas políticos alemães da direita e da esquerda – inclusive membros do grupo terrorista alemão de esquerda Baaden- Meinhof –, constatou que esses homens apresentavam problemas de disfunção sexual, inclusive incapacidade de atingir o orgasmo.

Embora as mentalidades estejam mudando, muitos homens ainda perseguem o ideal masculino – força, sucesso, poder –, mas eles têm as mesmas necessidades psicológicas das mulheres: amar e ser amado, comunicar emoções e sentimentos. O processo de socialização que transforma os meninos em homens “machos” impede a espontaneidade na relação com as mulheres. É impossível ser amoroso quando se é “travado” emocionalmente.


“No motel ele ficou fazendo pose no espelho, se esqueceu que eu estava ali”
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Regina Navarro Lins

“Na empresa em que trabalho há um gerente bonitão. Todas as funcionárias estavam de olho nele, cochichavam que devia ser o máximo transar com o cara. Durante uma assinatura de documentos em que estávamos só nós dois, sorri de forma meia sacana e ele correspondeu. Dois dias depois fomos para a cama, num motel. Achei estranho quando ele tirou a roupa e ficou fazendo umas poses no espelho, mas prosseguimos. Após uns beijinhos tivemos alguns minutos de penetração e ele gozou, jogando-se para o lado. Eu estava apenas no início de meu tesão, mas fui surpreendida pelo cara retirando a camisinha do pênis, cheia de esperma e pondo-se a admirá-la como uma joia rara. Esqueceu que eu estava ali. Deu um nó no preservativo e botou sobre a mesinha de cabeceira. Logo fomos embora. Será que dou outra chance a ele?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.


Para conquistar alguém
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae

 

Comentando a Pergunta da Semana

A grande maioria das pessoas que responderam à enquete da semana diz não saber qual é a melhor forma de conquistar alguém.  Muitos gostariam de saber como se tornar especial para a pessoa desejada. E isso não é somente no Brasil.

Quase todas as sociedades humanas possuem crenças ou inventam dizeres mágicos para encantar uma pessoa. Alguns povos se tornaram famosos pela eficácia de sua mágica do amor. Na Europa, os ciganos há muito são considerados os que possuem a melhor mágica.

“Prepare um bolinho com carne de hambúrguer. Embeba-o em seu próprio suor. Cozinhe. Sirva para a pessoa desejada.” Esta é uma receita tipicamente americana para conquistar alguém.

Um feitiço moderno praticado em alguns lugares consiste em ferver um par de tênis que você tenha usado e depois, com a água, fazer uma bebida para oferecer a quem deseja seduzir. Dizem que a pessoa nunca mais vai conseguir resistir.

Um encantamento dos mais estranhos para homens vem do século 16. Quem quer muito ter uma mulher deve pegar a língua de um pardal e prender em suas próprias roupas com cera virgem durante quatro dias. Depois, colocar debaixo da língua e beijar a pretendente.

Ninguém duvida que a necessidade de sexo seja uma força imperiosa dentro de nós, mas encontrar a satisfação adequada não é nada fácil. Entretanto, nem todos apelam para reforços externos, preferindo se arriscar usando a própria capacidade de sedução.

Esse jogo, cheio de rituais, se inicia com a escolha do parceiro e, embora muita gente tente negar, o objetivo final é fazer sexo com quem foi escolhido. E uma das maneiras de avaliar a aceitação ou rejeição é ficar atento aos sinais captados através da linguagem corporal, que expressam mais livremente os desejos inconscientes.

Um etólogo alemão concluiu, através de fotografias que tirou secretamente de homens e mulheres em vários países, que existe um padrão comum na atitude deles durante o flerte. Todos utilizavam a mesma sequência de expressões quando flertavam. E ele se convenceu de que é um traço típico que vem se desenvolvendo durante milhões de anos para demonstrar o interesse sexual.

Primeiro, a mulher sorri para seu admirador e ergue as sobrancelhas em um movimento rápido, enquanto abre bem os olhos para olhar para ele. Depois, baixa as pálpebras, inclina levemente a cabeça para o lado e desvia os olhos. Frequentemente, cobre o rosto com as mãos e, enquanto o esconde, dá risadinhas nervosas.

Assim como é comum os animais sacudirem a cabeça para trás para solicitar atenção, as mulheres quando flertam erguem os ombros, arqueiam as costas e jogam o cabelo para trás, tudo em um só movimento coordenado.

Os homens também utilizam as mesmas estratégias usadas por outras espécies. Para assumir uma postura de superioridade e parecer mais altos os animais utilizam uma mensagem corporal. O bacalhau ergue a cabeça e impele para frente suas nadadeiras, as cobras, as rãs e os sapos inflam seus corpos, os antílopes distendem o tórax, os gorilas socam o peito e os homens apenas estufam o peito.

Entretanto, apesar de o desejo de fazer sexo ser natural e a fase da conquista entre os animais conter alguns elementos comuns aos humanos, existe uma diferença fundamental. Para seduzir um homem ou uma mulher não existe fórmula nem regras fixas. E o que se busca além do sexo é uma experiência bem mais complexa que inclui, na maior parte das vezes, a obtenção de afeto e a transmissão de sensações.

O caminho a ser percorrido desde a escolha do parceiro até o lance final ter sucesso, e que depende de uma série de movimentos intermediários — atrair o interesse, manter o clima de atração, sugerir a ideia de sexo e despertar o desejo do outro de fazer sexo —, é acompanhado de fortes emoções. Surgem dúvidas que geram ansiedade e insegurança: se está agradando, que passo dar a seguir, qual momento de propor sexo.

Mas acredito só haver uma saída. Percebendo nossas singularidades e as da pessoa desejada, evitar mandingas e estereótipos e ser o mais espontâneo possível.


Sexo como arma
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando o “Se eu fosse você''

A questão da semana é o caso do internauta que tem uma namorada que o excita, deixa-o louco de tesão e, de repente, interrompe tudo com qualquer desculpa.

O psicoterapeuta e escritor José Ângelo Gaiarsa resume, em um dos seus livros, a perspectiva do real prazer sexual quando afirma que só seremos sexualmente satisfeitos no dia que pudermos ter relações sexuais quando tivermos vontade, com quem tivermos vontade, do modo que for melhor para mim e para o parceiro (a).

Observamos que cada vez um número maior de pessoas busca o prazer através de relações sexuais mais livres, respeitando o próprio desejo e o modo mais satisfatório para os envolvidos. Entretanto, como antigamente, ainda encontrarmos mulheres que usam seu sexo para conseguir alguma coisa do homem.

Esse é um hábito que vem de longe. Com a extinção da sociedade de parceria, há cerca de 5000 anos, a mulher se tornou uma simples mercadoria. Viu-se obrigada, então, a utilizar a única arma que tinha para se defender: seu corpo. Dessa forma, controlava as necessidades sexuais masculinas e obtinha em troca vantagens e também presentes como jóias, roupas e perfumes.

Os tempos mudaram, novos valores surgiram, mas o longo período de submissão ao homem deixou marcas profundas na mulher. Muitas não conseguiram desistir da ideia de que só tendo o domínio da satisfação sexual masculina teriam benefícios.

Até algumas décadas atrás, a obsessão das mães pela virgindade das filhas se devia justamente a isso. Para garantir que o noivo não escaparia de se tornar marido, as moças não deveriam ter, em hipótese alguma, relação sexual antes do casamento. Que motivo, afinal, ele teria para se casar depois? É evidente que, sem perceber, aceitavam como natural fazer uso do próprio sexo como chamariz para atingir um objetivo.

Neste período de transição das mentalidades, observamos comportamentos variando de um extremo conservadorismo a uma surpreendente inovação. Muitas mulheres se sentem aptas, em todas as áreas, incluindo a sexual, para estabelecer relações de igualdade e parceria com os homens. Outras, continuam com dificuldade de participar de uma relação amorosa de troca, em que um não seja superior ao outro. O mesmo ocorre com o homem em relação à mulher.

Não é raro encontrarmos homens que usam seu pênis como uma ferramenta que ignora a angústia, o medo, o cansaço ou qualquer outro sentimento, transformando-o em algo separado deles. Da mesma forma, existem mulheres que negam sua vagina como órgão de prazer, transformando-a em arma na relação com o homem.

E isso pode se manifestar de várias formas. Desde a recusa de fazer sexo com um homem nos primeiros encontros, com o único objetivo de assegurar a continuidade da relação, até o hábito de excitar o namorado ou marido ao máximo e na última hora desistir, apostando no desejo insatisfeito dele como garantia de submissão. Sem contar que nas relações estáveis a recusa do sexo também é usada com frequência como punição ou castigo.