Regina Navarro

E assim se constrói o machão…
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso do homem, que aos 12 anos o pai o obrigava a espiar a prima tomando banho para se excitar, provando que era macho. Os valores estão mudando, e cada vez mais homens se libertam da exigência de ter que provar o tempo todo que são machos.

Mas será que algum dia haverá realmente igualdade de direitos entre os sexos? Acredito que sim, mas ainda temos um longo caminho pela frente. A masculinidade é uma ideologia que justifica a dominação exercida pelo homem. Ela é ensinada e construída, portanto, pode ser diferente em cada época e lugar.

O menino nasce de uma mulher. A mãe o amamenta, cuida dele, lhe dá carinho. Ele, por isso, sente-se gratificado na condição de bebê, totalmente dependente dela. Essa relação com a mãe vai deixar uma marca profunda em seu psiquismo. No início da vida conhece o prazer dessa dependência passiva, mas durante toda a sua existência terá que lutar contra o desejo de retornar a essa condição.

Para tornar-se “homem” é preciso se diferenciar da mãe, reprimindo profundamente o forte vínculo com ela, junto com o prazer da passividade. É uma luta contínua, onde deve estar sempre alerta. Isso não acontece com a menina. Para ela é mais fácil, já que a relação inicial com a mãe é a base da identificação com seu próprio sexo.

Numa sociedade patriarcal, para ter um comportamento classificado como masculino o homem utiliza muitas manobras defensivas. Geralmente o menino se defende temendo as mulheres e também repudiando em si próprio qualquer aspecto considerado feminino como ternura e passividade.

Por conta de todos os seus temores, encontramos um comportamento padrão na maioria dos meninos que se transformam em homens: são brutos, barulhentos, brigões, depreciam as mulheres ridicularizando suas atividades, privilegiam amizades com outros homens, mas odeiam homossexuais.

O sistema patriarcal utiliza métodos variados para transformar um menino em “homem de verdade”, mas essa identidade masculina é adquirida com grande esforço. Para a menina é mais simples porque a menstruação, que surge no início da adolescência, não deixa dúvidas de que pode ter filhos, fundamentando naturalmente sua identidade feminina. Nesse momento ela passa de menina a mulher. No homem, ao contrário, um processo educativo, muitas vezes traumático, deve substituir a natureza.

Pela atividade sexual que desempenha o homem toma consciência de sua identidade e virilidade. É considerado homem quando seu pênis fica ereto e “come” uma mulher. E isso deve acontecer o mais cedo possível. De maneira explícita ou não é pressionado pelos amigos ou pelo próprio pai.

No Ocidente, onde os rituais de iniciação não são claramente definidos, a masculinidade necessita ser provada durante toda a vida de um homem, sempre havendo o risco de se ver diminuído ao nível de condição feminina. Para corresponder ao ideal masculino da nossa cultura o homem tem que rejeitar uma parte de si mesmo, lutando para não se entregar à passividade e à fraqueza.

O modelo do homem masculino ideal manteve-se imutável durante um longo período da História. Dois americanos tornaram-se famosos ao enunciar quatro imperativos da masculinidade sob a forma de slogans:

1°: No sissy stuff (nada de fricotes) — Mesmo sabendo que homens e mulheres têm as mesmas necessidades afetivas, o estereótipo masculino impõe ao homem a mutilação parcial do seu lado humano. Um homem de verdade é isento de toda feminilidade, portanto, ele deve abandonar uma parte de si mesmo.

2°: The big wheel (uma pessoa importante) — Seria o verdadeiro macho. Há uma exigência de superioridade em relação aos outros. A masculinidade é medida pelo sucesso, poder e admiração que provoca.

3°: The study oak (o carvalho sólido) — O macho deve ser independente e só contar consigo mesmo. Jamais manifestar emoção ou dependência, sinais femininos de fraqueza.

4°: Give’em hell (mande todos para o inferno) — Obrigação de ser mais forte que os outros, nem que seja pela violência. Sua aparência deve ser de audácia e agressividade, estando sempre pronto a correr todos os riscos, mesmo que a razão ou o medo lhe aconselhem o contrário.

Contudo, em várias partes do mundo os homens já demonstram insatisfação em ter que corresponder ao que deles se espera, e discutem cada vez mais a desconstrução do masculino. John Lennon deu a sua contribuição para a mudança de mentalidade quando, há algumas décadas, declarou: “Gosto que se saiba que, sim, cuido do bebê e faço pão, que eu era dono de casa e me orgulho disso.”


“Meu pai me obrigava a provar que era macho. Devo manter isso em segredo?”
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Regina Navarro Lins

“Comentei com minha prima, 20 anos depois, como meu pai me obrigava a espiar as idas dela ao banheiro, quando ficava, no fim de semana, em nossa casa. Ela não quis acreditar. Eu tinha 12 anos e ele queria que eu me excitasse com a visão de mulheres nuas para desenvolver meu lado macho. Eu ficava horrorizado com aquilo. Era forçado a espiar por uma fresta, que havia preparado para esse fim, aos banhos e atos íntimos dela e de outras meninas. Minha prima contou para minha esposa a revelação e ambas querem que eu desminta a história, como se fosse imaginação, para preservar a memória de meu pai. Mas me recuso a fazê-lo. Estou certo?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.


O que não vale na cama
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando a Pergunta da Semana

Para a grande maioria das pessoas que responderam à enquete da semana há algo no sexo que não admitem de jeito nenhum. Lembrei-me então da queixa de uma paciente a respeito do namorado:

“Às vezes fico com receio de que meu namorado me ache muito sem vergonha. Ele é contido, por isso o sexo que fazemos é sempre igual, tipo papai-mamãe. Tenho várias fantasias e gostaria de realizá-las com ele, mas acho que isso nunca vai acontecer. Adoraria, por exemplo, que ele me puxasse pelos cabelos e me jogasse na cama. Podia até me dar uns tapas e depois transar bem gostoso. Mas como dizer isso a ele? Ele acredita que no sexo só pode existir carinho…”

O sexo sempre teve destaque na história da humanidade. Dependendo da época e do lugar, foi glorificado como símbolo de fertilidade e riqueza, ou condenado como pecado. Durante muitos séculos foi considerado abominável. Com muita condescendência foi permitido no casamento, e mesmo assim, só para a procriação.

No ato sexual, uma única posição era permitida: o homem estendido sobre a mulher, ela deitada de costas de pernas abertas, a famosa papai-e-mamãe. No século 15, havia a crença de que quando as mulheres ficavam por cima do homem enlouqueciam, e se ficassem na posição de quatro, os filhos nasceriam com problemas físicos. Claro que hoje ninguém mais acredita nisso, mas o sexo como algo perigoso e sujo ficou no inconsciente de todos.

Quando eu era criança ouvia histórias sobre os homens e suas amantes que muito me impressionavam. Essas mulheres deviam ter alguma coisa especial, porque ganhavam dos homens tudo o que desejavam: apartamentos, joias, casacos de pele. E as mães de família respeitáveis faziam comentários com uma ponta de admiração e inveja.

Mais tarde me explicaram que o segredo para elas conseguirem tantos presentes residia no que faziam na cama. Eu ficava imaginando que coisas deveriam ser porque ninguém revelava mais do que isso. A única explicação era a de que uma mulher “direita” jamais se comportaria assim. Mas afinal, o que é proibido fazer na cama?

A descoberta da pílula anticoncepcional mudou muito as mentalidades. Pela primeira vez na história o sexo se dissociou da procriação, podendo se aliar ao prazer. E as pessoas passaram a desenvolver cada vez mais o prazer sexual. Entretanto, encontramos ainda muita gente com inibições, censuras e tabus.

Quantos desejos e fantasias são reprimidos por fugirem do padrão estabelecido? Quantos homens limitam seu próprio prazer e o de suas namoradas ou esposas, se obrigando a procurar mulheres fora de casa somente para ter prazer? E as mulheres que são censuradas ou censuram qualquer tentativa de escapar da monotonia das regras estabelecidas?

As práticas sexuais que de dois mil anos para cá foram alvo de grande preconceito são sexo oral, sexo anal e masturbação mútua. Entretanto, hoje, por estarmos vivendo um momento de profunda mudança das mentalidades, se observam nas pessoas muitas dúvidas e conflitos quanto a práticas sexuais propostas pelos parceiros (as), como sexo a três, swing, transa com uma terceira pessoa diante do outro, sexo grupal…

Contudo, penso que algumas coisas nunca vão valer na cama: constranger o outro, insistir para que faça algo que não tem vontade. No sexo só vale o que é prazeroso para os dois. Esse é um critério que não tem erro e pode ser adotado em qualquer época. Mesmo porque, qualquer coisa que se faça por obrigação ou só para agradar tem seu preço cobrado depois, e pode ser muito alto.


Casada e sozinha
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

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Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso da mulher, casada há 30 anos, que considera sua vida tediosa e sem graça. Ela e o marido não fazem sexo há anos e mal se comunicam. Essa situação não é rara.

Há algum tempo, atendi no consultório um grupo de dez mulheres, que se reuniam por uma questão específica: a solidão. As idades variavam de 35 a 55 anos. Oito eram casadas, uma separada e uma viúva. Apesar de expressarem o desejo de um companheiro estável, ficou evidente como as vidas das que viviam sozinhas eram mais interessantes e cheias de possibilidades em comparação com as das mulheres casadas.

Estas se mostravam desesperançadas, sentiam-se impotentes para tentar qualquer transformação que pudesse lhes proporcionar algum prazer no plano afetivo e sexual. A monotonia do dia-a-dia, a falta de diálogo com o marido e a ausência de uma vida sexual satisfatória eram a tônica de suas queixas. Relato aqui a história de uma delas por ser, nos aspectos principais, semelhante à de todas as outras mulheres do grupo:

Joyce estava casada há 27 anos. Após o casamento das duas filhas, passou a morar sozinha com o marido. Foi nessa época que um sentimento profundo de solidão se apoderou dela. Gostava de sair, ir ao cinema, conhecer pessoas, mas seu marido recusava qualquer sugestão sua. Não conversavam nunca. Ele chegava cedo do trabalho e trancava-se no escritório. Dirigia-se a ela exclusivamente para saber se precisava de dinheiro para algum pagamento doméstico. Faziam sexo muito raramente, e mecânico, sem nenhum carinho. Ele não a tratava mal nem bem. Era indiferente. Quando casou com ele, aos 18 anos, Joyce não imaginava que sua vida seria assim. Sempre ouviu seus pais dizerem que se não se casasse teria uma vida de solidão.

Somente a partir da década de 1940 passamos a associar mais intimamente casamento a amor. A entrada do amor romântico fez do casamento o meio para as pessoas realizarem suas necessidades afetivas, sendo a sociedade ocidental a única a assumir o risco de ver esse tipo de união ser estabelecido sobre o amor de um casal.

Imagina-se que assim se alcançará uma complementação total, que as duas pessoas se transformarão numa só, que nada mais irá lhes faltar e, para isso, fica implícito que cada um espera ter todas as suas necessidades pessoais satisfeitas pelo outro. Em pouco tempo essas expectativas se mostram incompatíveis com a realidade, e as frustrações vão se acumulando.

Na busca de segurança afetiva e financeira, qualquer preço é pago para evitar tensões decorrentes de uma vida autônoma. Por medo do desamparo as pessoas suportam o insuportável tentando manter a estabilidade do vínculo, e não raro se tornam dois estranhos ocupando o mesmo espaço físico.

Não há dúvida de que o medo da solidão é responsável por muitas opções equivocadas de vida. Tenta-se acreditar que casamento é assim mesmo. Aí é que reside o perigo. Se a pessoa não tomar coragem e sair fora, vai viver exatamente o mesmo que um sapo desatento. Uma fábula conta que se um sapo estiver em uma panela de água fria e a temperatura da água se elevar lenta e suavemente, ele nunca saltará. Será cozido.


“Nossa vida é tediosa e sem graça. Mas como me separar se não trabalho?”
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Regina Navarro Lins

“Há 30 anos, se eu pudesse enxergar o futuro, tenho certeza de que não teria me casado. Afora um filho que tivemos, e que amo muito, tudo o mais em nossa vida é tedioso e sem graça. Naquele dia festivo de nosso casamento, em que entrei na igreja vestida de branco eu estava radiante e sonhava com uma existência juntos, envelhecendo felizes… Mas não foi assim. Não temos relações sexuais há anos, mastigamos a comida em silêncio e aguardamos a hora de dormir calados em frente à TV. Nosso filho deve sair de casa no ano que vem e aí nossa solidão a dois deve se consolidar. Penso que o mais adequado seria cada um seguir sua vida. Mas como vou me sustentar? Como arranjar um trabalho depois dos 50 anos? O que faço?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.


Diferença de idade no amor
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando a Pergunta da Semana

A grande maioria das pessoas que responderam à enquete da semana já se relacionou com alguém com muito mais idade.

A diferença de idade entre o homem e a mulher no amor é tema polêmico, mas ainda regido por normas instituídas há milhares de anos. A principal função da mulher era dar ao marido o maior número possível de filhos, para que estes o ajudassem futuramente no trabalho. Como a mulher tem um período limitado de procriação, só as muito jovens podiam ter tantos filhos.

Por isso na nossa cultura se aceita tranquilamente que um homem de 50 anos se case com uma moça de 20, sem nada questionar, e até o valoriza por isso. Mas, se uma mulher de 50 anos se dispõe a viver uma relação amorosa com um homem de 20 anos, poucos admitem.

Embora no século 20 a moral sexual tenha sofrido grandes transformações, no inconsciente os antigos tabus persistem. A mulher mais velha que o homem é um deles. A questão é que quando a repressão é bem-sucedida, já não é sentida como tal e a aceitação ou recusa por um determinado tipo de comportamento é vivido como se fosse uma escolha livre da própria pessoa.

Isso acontece muitas vezes quando a mulher se recrimina por desejar um homem que, como diriam os guardiões dos “bons costumes”, tem idade para ser seu filho. Curiosamente, quando se tenta obter uma explicação de por que apenas para o homem é aceita a grande diferença de idade, ninguém sabe responder.

Para Freud, o sofrimento humano tem três origens: a força superior da natureza, a fragilidade dos nossos corpos e a inadequação das normas que regulam as relações mútuas dos indivíduos na família, no Estado e na sociedade.

Pensar e viver de forma diferente daquela a que se está acostumado causa ansiedade e medo. O novo assusta. Contudo, é necessário ter mais coragem e discutir os valores que são transmitidos sem ser questionados, mas que sempre geram sofrimento. A diferença de idade no amor é apenas um exemplo dos inúmeros preconceitos que estão arraigados às pessoas, limitando inteiramente a vida.


Gays e a difícil decisão
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

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Comentando o “Se eu fosse você”

A questão da semana é o caso do homem que sempre sentiu atração por outros homens, mas nunca teve coragem de realizar seus desejos.

Nem sempre é fácil ser homossexual. Uma pesquisa sobre violência no estado de Nova York, EUA, concluiu que, entre todos os grupos minoritários, os homossexuais eram objeto de maior hostilidade. Mas não foi sempre assim.

Na Grécia clássica, a homossexualidade era uma instituição e ninguém se preocupava em julgá-la. Em algumas cidades gregas, era uma prática necessária dos ritos de passagem da juventude cívica, num quadro regido pelas leis, mas se relacionando estreitamente com a masculinidade.

Na Europa dos séculos 12 e 13 começou a repressão maciça da homossexualidade, considerada heresia, que evoluiu até o terror da Inquisição. No século 19, a atividade homossexual deixou de ser pecado e passou a ser considerada doença. Mas o tabu só diminuiu com o surgimento dos anticoncepcionais, na década de 1960. A dissociação entre o ato sexual e a reprodução aproximou as práticas homo e hétero, ambas visando ao prazer.

Apesar de, hoje, os gays não serem mais considerados doentes, a discriminação continua e eles são hostilizados e agredidos. E quem são os homofóbicos? Estudos apontam pessoas conservadoras, rígidas, favoráveis à manutenção dos papéis sexuais tradicionais. Ao se considerar, por exemplo, que um gay não é homem, fica clara a tentativa de preservação dos estereótipos masculinos e femininos, típicos das sociedades de dominação que temem a igualdade entre os sexos.

A homofobia é, para muitos homens, um mecanismo de defesa psíquica, estratégia para evitar o reconhecimento de uma parte inaceitável de si. Agredir os homossexuais é um modo de exteriorizar o conflito e torná-lo suportável.

Mas o pior inimigo do homossexual é a sua própria homofobia. Ao introjetar os valores da sociedade em relação à homossexualidade, muitos gays se recriminam por desejar outro homem. Negam completamente o sexo ou levam uma vida dupla, casando e tendo filhos. É grande o esforço que fazem para acreditar que são heterossexuais, mesmo à custa de muito sofrimento.


“Sempre senti tesão por outros homens, mas tentei esconder isso de mim.”
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Regina Navarro Lins

“Fui criado de forma em que a felicidade estava sujeita a certas regras. Sempre tive tesão por outros homens, mas tentei esconder isso de mim mesmo. Agora, perto da meia idade, vivendo só depois do fim de meu casamento, recebi uma cantada de um colega de escritório. Fingi espanto e até ensaiei um tom de ofensa, mas ele me desarmou sorrindo e dizendo: “sei que voce gosta da coisa…” Argumentei que nunca havia tido qualquer experiência desse tipo e ele contra-atacou: “Então está na hora de ter…” Antes de se afastar, completou: “Se resolver experimentar me convide para um chope.” Desde esse dia penso nele todo o tempo em que estou acordado, mas também lembro de meu falecido pai, imaginando que ele daria voltas na tumba. O que faço?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.