Regina Navarro

Inferno conjugal
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando o “Se eu fosse você''

A questão da semana é o caso do do internauta cuja mulher não aceita a separação. Ela o agride de todas as formas e prejudica seu relacionamento com os filhos.

Separar-se não é nada fácil. É comum uma pessoa adiar a decisão; sente vontade, talvez até inconsciente, de não se mover. Ao mesmo tempo que não deseja mais permanecer na relação, surgem dúvidas, medos e inseguranças.

Muitas vezes ocorre que uma decisão definitiva de separação seja tomada depois de muitos anos de insatisfação ou sofrimento. Não é raro se considerar os filhos como a primeira causa para adiar a decisão, mas existem muitas outras causas agindo com mais ou menos intensidade em todos os casais, mesmo nos que não têm filhos.

Nessa fase geralmente surge o medo do desconhecido, constituindo o núcleo daquele “sentir” de onde emergem as mil e uma razões para adiar, não decidir, não querer ver. “Ambos temem que a separação seja um capricho do qual se arrependerão amargamente na solidão da vida futura. Eles têm a sensação não só de jogar fora anos de vida passados em comum, como também de destruir com um só golpe tantos projetos comuns acalentados com entusiasmo.” , diz o psicólogo italiano Edoardo Giusti.

Mas temos que levar em conta também que em muitos casamentos, as pessoas não se separam porque dependem um do outro emocionalmente, precisam do parceiro para não se sentirem sozinhos e para que ele seja o depositário de suas limitações, fracassos, frustrações e também para responsabilizá-lo pela vida tediosa e sem graça que levam.

Para o psicoterapeuta e escritor americano Michael Vincent Miller “algumas vezes o casamento vai enferrujando tão completamente que, afinal, se quebra em pedaços, e os dois se divorciam como se estivessem abandonando uma peça de maquinaria que parou, sem possibilidade de conserto. Outros casamentos morrem de morte violenta, como um carro que bate num poste telefônico, liberando dois corpos, que vão aterrar nas contorcidas posições de pessoas com os ossos quebrados.”

Em alguns casos o ódio surgido entre o casal resulta do sentimento de ver traída a expectativa que tanto alimentaram. Imaginavam que através da relação amorosa se colocariam a salvo do desamparo, e que encontrariam a mesma satisfação que tinham no útero da mãe, quando os dois eram um só.

“A separação denuncia o fim do amor e o fim dessa condição especial, definindo um estado de carência, uma ameaça de extinção, pela anulação de si mesmo como “ser amado” e como “ser que ama”. A fantasia do “par amoroso”, até então sustentada ainda por mecanismos ilusórios, desfaz-se inevitavelmente, obrigando-nos a enfrentar a angústia do vazio e da solidão.” , conclui a psicanalista Malvina Muskat.


“Ela não aceitou a separação e me agride de todas as formas.”
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Regina Navarro Lins

“Nunca tive um inimigo como minha mulher. Ela chegou aos limites inimagináveis quando anunciei o desejo de separação. Após oito anos chochos, expliquei que deveríamos ir, ambos, em busca de uma nova chance. Ela retrucou que em sua família não havia “separadas”. Eu ri e a briga começou. Liguei para um apart hotel e saí para trabalhar. Quando voltei mais tarde para buscar a mala ela havia picado minha roupa. Entrei no banheiro para não agredi-la fisicamente. Nesse momento ela retirou meus documentos do casaco e sumiu com eles. Fui ao banco e descobri que nossa conta conjunta estava zerada. Ela havia falsificado a minha assinatura… O que faço para impedir que ela me agrida dessa forma e ao mesmo tempo eu não me afaste dos nossos filhos?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.


Sem exigência de exclusividade
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae

 

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que responderam à enquete da semana desejaria viver uma relação sem exclusividade. Mas esse é um tema bastante polêmico.

Muitos associam fidelidade à exclusividade. E isso pode ser um grande equívoco. Penso que a fidelidade está no sentimento que se nutre pelo outro e nas razões que sustentam a relação. Os termos fiel/infiel e mais ainda a palavra traição talvez não sejam apropriados para caracterizar relações extraconjugais.

No casamento um episódio extraconjugal pode ocasionar dois resultados: é apenas passageiro e não rivaliza com a relação estável, que sai até reforçada — a pessoa não se sente coagida à obrigatoriedade de ter um único parceiro — ou a nova relação se torna mais intensa e mais prazerosa que a anterior e rompe-se então com a antiga.

O parceiro que é excluído, que não deseja a separação por continuar amando, vai passar por momentos difíceis. Por mais que compreenda racionalmente as razões do outro e concorde que não há alternativa — afinal isso faz parte da vida — o sentimento de ter sido rejeitado é inevitável.

Alguns tentam a reconquista. Nesse processo, desaparece o automatismo que havia na relação prolongada e também a certeza de posse. Outros, mesmo sofrendo, preferem manter-se na expectativa do que vai acontecer. Seja qual for a evolução, ela será sempre melhor do que o martírio de duas pessoas acorrentadas uma à outra por razões morais.

O psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa afirma que somos por tradição sagrada tão miseráveis de sentimentos amorosos que, em havendo um, já nos sentimos mais do que milionários e renunciamos com demasiada facilidade a qualquer outro prêmio lotérico (de amor).

As restrições que muitos têm o hábito de se impor por causa do outro ameaçam bem mais uma relação do que uma “infidelidade”. Reprimir os verdadeiros desejos não significa eliminá-los.

O parceiro que teve excessiva consideração tende a se sentir credor de uma gratidão especial, a considerar-se vítima, a tornar-se intolerante. Quando a fidelidade não é natural nem a renúncia gratuita, o preço se torna muito alto e pode inviabilizar a própria relação.

W.Reich afirma que nunca se denunciará bastante a influência perniciosa dos preconceitos morais nessa área. E que todos deveriam saber que o desejo sexual por outras pessoas constitui parte natural da pulsão sexual, que é normal e nada tem a ver com a moral.

Se todos soubessem, as torturas psicológicas e os crimes passionais com certeza diminuiriam e desapareceriam também inúmeros fatores e causas das perturbações psíquicas que são apenas uma solução inadequada destes problemas.


Amantes virtuais
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae

Comentando o “Se eu fosse você''

A questão da semana é o caso do internauta que é casado e se relaciona virtualmente com uma mulher de outro estado. Os dois gostariam de se encontrar, mas temem estragar a relação, que é ótima.

O sexo virtual venceu a estranheza inicial que qualquer forma de pensar e viver diferente gera. Afinal, o novo assusta. O desconhecido gera insegurança. Ainda mais no que diz respeito aos relacionamentos amorosos e sexuais. Entretanto, ainda há os que atacam comportamentos como o do internauta que relatou a situação que está vivendo.

“É impressionante como tem tantas trouxas e tantos otários que caem fácil feito um(a) patinho(a) nesse negócio de namoro virtual… É ridículo! É de dar risada mesmo. KKKKKKKKKK!!!!!!!!!! É falta do que fazer na vida…”

Mas alguns dos comentários mostram que há pessoas que vivem ou viveram boas experiências pela internet.

“Aconteceu isso comigo há sete anos. Ambos éramos casados. Nos encontramos pessoalmente e estamos juntos até hoje. O virtual nunca será o real! Nada substitui o cheiro, gosto, o olhar, a pele… Vale a pena sim!!!”

“Vivo algo semelhante há oito anos. Nos encontramos algumas vezes e foi ótimo. Hoje somos grandes amigos e nos falamos sempre. Isso nunca comprometeu nossa vida “real'' e nunca fizemos a infelicidade de outros. A vida é para ser vivida e os sentimentos para serem sentidos. Nunca me arrependi de nada. Aos hipócritas e moralistas de plantão, o caráter envolve muitas outras coisas e não se limita à vida de casal.”

“Tenho um relacionamento virtual há oito anos, sou casada e ele também. Somos amigos e confidente. Já rolou de tudo, nos gostamos sinceramente. Nunca falamos sobre os nossos cônjuges. Só espero que seja eterno enquanto dure.”

Um grande número de pessoas já saiu com alguém que conheceu pela internet. Em muitos casos tudo começou com um amor virtual, bem antes de combinarem um encontro em algum outro lugar. Houve o tempo em que as senhoritas conheciam o futuro namorado na missa de domingo.

O automóvel e o telefone, no início do século 20, aproximou os casais ao possibilitar uma novidade: o encontro marcado. Hoje os internautas sabem muito do outro antes do encontro ao vivo, ou pelo menos as versões dadas por cada um.

No estudo do professor de Comunicação da UERJ Márcio Souza Gonçalves inúmeros relatos indicam que as sensações físicas experimentadas no sexo virtual são tão reais quanto as de um relacionamento não-virtual. “A ausência do encontro face a face e de contato físico não implica a exclusão radical do corpo: ainda que não tendo acesso ao corpo do parceiro, cada um dos envolvidos tem um corpo que sente, sofre, se emociona e goza”, diz ele.

O que o autor sustenta, em resumo, é que os amores virtuais não devem ser entendidos como amores incompletos, artificiais, desviantes, menores, e sim como amores plenos, ainda que de um tipo novo e estranho. A história do amor é a de uma sucessão de artifícios e neste momento estamos diante de mais um, tão artificial quanto todos os outros.

Para Márcio “é evidente que a expressão amores virtuais não designa um só tipo de experiência amorosa, mas antes uma gama de experiências. Temos minimamente amores virtuais duradouros, verdadeiros relacionamentos estáveis, e também relacionamentos virtuais efêmeros, rápidos, que não implicam nenhuma forma de duração.”

Sem dúvida, o anonimato garante aos relacionamentos virtuais total liberdade de expressão das fantasias e uma ousadia bem maior. As referências são distintas das do mundo real, mas nem por isso a troca de prazer sexual é necessariamente de menor qualidade.


“Somos ambos casados e amantes virtuais. Devemos nos encontrar ao vivo?”
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Regina Navarro Lins

“Há dois anos tenho tido uma vida dupla, mas isso tem sido muito bom. Sou casado há dez anos e nossa relação estava um pouco morna quando comecei a “teclar” com uma mulher de outro estado. Ficávamos horas nas salas de bate-papo e evoluirmos depois para as câmeras, quando estou em minha sala no escritório. Somos amantes diários. Ela também é casada, mas o marido viaja. Falamos em nos encontrar ao vivo, mas ambos desistimos da ideia, com medo de estragar o que está ótimo. Será que devo perder o medo e partir para esse encontro?”

Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.

Você também pode relatar um conflito amoroso e sexual que está vivendo. Escreva para blogdaregina@bol.com.br e conte sua história em até 12 linhas.


Civilização sem homofobia
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae

 

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que responderam à enquete da semana acredita que a homofobia deve se tornar crime. Apesar de toda a liberação dos costumes, e do fato de em 1973, a Associação Médica Americana ter retirado a homossexualidade da categoria de doença ,os gays ainda são hostilizados e agredidos pela maior parte da sociedade, que associa masculinidade à heterossexualidade. Por que persiste ainda tanto preconceito contra a homossexualidade?

Para alguns isso estaria ligado à noção de que a homossexualidade está em ascensão e que, se não for refreada, poderá ameaçar a unidade familiar e a estrutura da sociedade como um todo. Outro motivo seria a convicção de que a maioria dos homossexuais não se controla sexualmente, é tarada e poderia seduzir crianças. Um temor mais sutil é que a aceitação cada vez maior da homossexualidade faça com que o papel do homem seja menos claramente definido, o que tornaria mais fácil aos garotos o caminho da homossexualidade.

Entretanto, é provável que a razão mais significativa da hostilidade dos homens heterossexuais seja o temor secreto dos próprios desejos homossexuais. Muitos heterossexuais reagem como se temessem ser contaminados em contato com gays. É comum o heterossexual sentir que tem de proteger sua masculinidade de uma contaminação imaginária, reagindo de forma agressiva ou até atacando o homossexual.

Um homem seguro de sua orientação heterossexual, sem necessidade, portanto, de perseguir o ideal masculino, integra os vários aspectos de sua personalidade, não sentindo a exigência desse tipo de reação. Caso seja assediado por um gay, deixa claro, de forma tranquila, que não tem interesse num encontro homossexual, sem que isso impeça o prosseguimento da relação de amizade, se for o caso.

Porém, o que mais se observa é o homem heterossexual afirmar que se isso acontecer com ele, não há dúvida: arrebenta, quebra ou mata o homossexual em questão. A homofobia serve também para o heterossexual deixar claro para os outros que ele não é homossexual. “A homossexualidade suscita em alguns homens (em particular nos rapazes) um temor que não tem equivalente entre as mulheres. Este temor se traduz por atitudes de afastamento, agressividade ou repulsa dissimulada”, diz a historiadora francesa Elisabeth Badinter.

Um estudo para determinar os efeitos da percepção de um homossexual no espaço interpessoal, utilizou simplesmente a colocação de uma cadeira como critério de distância social. Constatou-se que, quando um pesquisador portava um distintivo onde se lia “gay and proud” e se apresentava como membro de uma associação de psicólogos gays, os participantes colocavam suas cadeiras ostensivamente mais longe deste pesquisador do que de outro, neutro, que não manifestava nenhuma característica homossexual. Os homens reagiam deixando três vezes mais espaço entre eles e o pesquisador do que as mulheres, quando submetidas a um estudo semelhante por uma pesquisadora com um distintivo de lésbica.

a nossa sociedade, os meninos aprendem desde cedo que não devem ter qualquer tipo de contato físico com homem. As amizades masculinas são raras, se restringindo geralmente a encontros em grupo ou competições esportivas. O abraço entre dois homens é pouco frequente e o afeto é manifestado no máximo com aperto de mão ou tapinha nas costas.

Muitos pais não abraçam nem beijam seus filhos depois de uma determinada idade. É muito provável que esta restrição vise preservar o conceito ideal da sociedade do que seja “másculo”. A demonstração de afeto entre as mulheres é aceita por todo mundo e não parece despertar temores de que irá incentivar o lesbianismo.

A homofobia gera muito sofrimento. Será que já não passou da hora de todos perceberem que a homossexualidade é tão normal quanto a heterossexualidade? Mas enquanto essa mentalidade não predomina, acredito ser necessária a criminalização da homofobia para que cessem, de uma vez por todas, as agressões aos homossexuais.


Diferenças entre o homem e a mulher
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Regina Navarro Lins

Ilustração: Lumi Mae

Ilustração: Lumi Mae


Comentando o “Se eu fosse você''

A questão da semana é o caso da internauta cujo marido educa o filho e a filha de forma totalmente diferente. O filho está sendo ensinado a ser um machão e a filha é controlada e limitada na sua independência. Isso não é raro acontecer.

A primeira coisa que se quer saber quando um casal vai ter um filho é o sexo da criança. Mesmo antes do nascimento o papel social que ela deverá desempenhar está claramente definido: masculino ou feminino. Os padrões de comportamento são distintos e determinados para cada um dos sexos.

Os meninos são presenteados com carrinhos, revólveres e bolas, enquanto as meninas recebem bonecas, panelinhas e mamadeiras. E isso é só o início. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar.

Até algumas décadas atrás, não se admitia que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino.

Na realidade, a diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica, o resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem como a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independente do sexo.

Na Suécia há uma tentativa de combater os estereótipos dos papéis sexuais. Uma pré-escola do distrito de Sodermalm, de Estocolmo, incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências ao sexo masculino e feminino. Os professores e funcionários da pré-escola “Egalia'' evitam usar palavras como “ele'' ou “ela''

A professora Jenny Johnsson, de 31anos, disse que “a sociedade espera que as meninas sejam garotinhas gentis e elegantes, e que os meninos sejam viris, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica de ser quem quer que eles queiram ser''.

A diretora Lotta Rajalin disse que a escola contratou um “pedagogo de diversidade sexual'' para ajudar os professores e funcionários a remover as referências masculinas e femininas na linguagem e conduta, indo ao ponto de garantir que os jogos infantis de blocos Lego e outros brinquedos de montagem sejam mantidos próximos aos brinquedos de utensílios de cozinha a fim de evitar que algum papel sexual tenha preferência.

As crianças poderão imaginar que possuem características consideradas masculinas e femininas, e isso amplia a perspectiva delas. Além disso, não há livros infantis tradicionais como Branca de Neve, Cinderela ou os contos de fadas clássicos, disse Rajalin.

Em vez disso, as prateleiras têm livros que lidam com duplas homossexuais, mães solteiras, filhos adotados e obras sobre “maneiras modernas de brincar”. A diretora dá um exemplo concreto: “Quando as meninas estão brincando de casinha e o papel de mãe já foi pego por uma e elas começam a disputar. Então sugerimos duas ou três mães e assim por diante''.

A mentalidade patriarcal, que definiu com tanto rigor o masculino e o feminino, está perdendo as suas bases. É cada vez mais difícil encontrar diferenças entre anseios e comportamentos de homens e mulheres. Todos desejam ser o todo, não ter que reprimir aspectos de sua personalidade para corresponder às expectativas de atitudes consideradas masculinas ou femininas.

Acredito que insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.